A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) denunciou a sobrecarga horária dos militares da GNR nos serviços de transmissão, que chegam a trabalhar entre 72 ou 96 horas por semana.

«A carga horária chega a ser insustentável, podendo chegar a ser de 72 ou 96 horas semanais, havendo mesmo meses em que são realizadas 320 horas de serviço», refere uma nota da APG, citada pela Lusa, na qual defende a abertura de cursos e a passagem de militares para esta especialidade.

A APG adianta que a falta de efetivos tem levado a «um agravamento extraordinário dos horários impostos aos profissionais da GNR do serviço de transmissões, situação que chega ao limite nos períodos de férias ou nos locais onde as transferências e passagens à reserva mais se fizeram sentir».

Segundo a associação socioprofissional, não têm entrado mais elementos para esta especialidade através da abertura de cursos, apesar de estarem previstos e devidamente orçamentados três cursos.

A APG explica que as transmissões na GNR «são de importância fulcral», já que são responsáveis pela manutenção e exploração de todas as aplicações confidenciais da corporação, sendo a credenciação dos profissionais que efetuam este serviço realizada pelo Gabinete Nacional de Segurança, estrutura dependente do primeiro-ministro,

A Associação dos Profissionais da Guarda refere que a atividade da GNR está a ser prejudicada com esta sobrecarga horária, além de estar em risco a saúde psicológica e física dos militares.

Na nota, a APG adianta ainda que vai pedir uma reunião com caráter de urgência ao comando-geral da GNR e marcar um encontro nacional de militares que trabalham nos serviços de transmissões.