O relatório anual da Comissão Europeia sobre a igualdade entre os géneros, divulgado esta segunda-feira em Bruxelas, conclui que os Estados-membros, no seu conjunto, adotaram medidas que aceleraram progressos nesta matéria, em 2013.

Segundo o relatório, a taxa de emprego das mulheres na União Europeia (UE) aumentou para 63% (era de 58% em 2002), mantendo-se, no entanto, 12 pontos abaixo da dos homens, segundo dados do terceiro trimestre de 2013.

Neste indicador, segundo a mesma fonte, Portugal está nos 63% de empregabilidade feminina e em 69% da masculina, constituindo esta, a quinta mais baixa da UE.

A Suécia é o país com maior taxa de emprego feminino (78%), seguindo-se a Alemanha e a Dinamarca (73% cada) e a Holanda (72%), enquanto a Grécia (44%), a Itália e Malta (50% cada), Croácia (51%) e Espanha (53%) apresentam as piores prestações.

No que respeita à redução da disparidade salarial, Portugal está em linha com a média europeia (16%), com a Eslovénia (3%), a Polónia (6%) e a Itália (7%), no topo da tabela.

A Áustria (23%), a Alemanha, Eslováquia e República Checa (22% cada) são os Estados-membros com maiores disparidades salariais.

Quanto à proporção de mulheres nos conselhos de administração das empresas, a média da UE é de 17,8%, com Portugal a ficar-se por metade - 09% -, ainda assim, acima dos 02% de Malta, 07% de Chipre e Estónia e dos 08% da Grécia e da Roménia.

No topo da tabela estão a Finlândia e a França (30% de mulheres nos conselhos de administração), seguindo-se a Letónia (29%), a Suécia (26%) e a Holanda (25%).

A UE tem por objetivo atingir, nos conselhos de administração, uma presença de 40% do género menos representado entre os membros não executivos.

Na média europeia, a percentagem de mulheres passou de 11%, em 2010, para 17,8%, em 2014.

No que respeita à proporção de mulheres nos parlamentos nacionais, a média europeia é de 27%, com Portugal a apresentar uma taxa de 24%.

As melhores prestações pertencem à Suécia (44%), Finlândia (43%), Bélgica e Espanha (40% cada) e Dinamarca (38%), enquanto os piores resultados são os da Hungria (09%), Malta, República Checa e Roménia (14% cada) e Irlanda (16%).