Os trabalhadores portugueses no setor da hotelaria e restauração na Suíça podem vir a estar entre os estrangeiros mais afetados pelo referendo a favor da limitação da imigração, disse à Lusa fonte da federação patronal Gastrosuisse.

Num setor que depende em grande parte da mão-de-obra estrangeira, «os trabalhadores portugueses representam o maior grupo de estrangeiros», disse esta terça-feira à Lusa a fonte da maior federação patronal do setor de hotelaria e restauração da Suíça.

Segundo dados oficiais, em 2012, o setor da hotelaria e restauração empregava 56% de suíços e 44% de estrangeiros, dos quais 17,7% portugueses, 13,7% alemãs e 9,8% italianos. Do total de estrangeiros, 60,8% são oriundos da União Europeia.

A 09 de fevereiro, os suíços aprovaram em referendo uma iniciativa denominada "Contra a Imigração em Massa", que restabelece quotas anuais de imigrantes, limita o reagrupamento familiar, restringe os benefícios sociais e as autorizações de residência.

Esta nova legislação suíça, que será apresentada no final de 2014 e deverá ser implementada em 2017, constitui um "regresso ao sistema de quotas anuais de imigrantes, o que vai agravar a situação do setor" da hotelaria e restauração, segundo a Gastrosuisse.

A nova lei vai «burocratizar e tornar os processos de recrutamento mais complicados», prejudicando particularmente as pequenas e médias empresas.

Assim, a mesma fonte indicou que é «crucial para o futuro do setor que as quotas sejam suficientes para evitar os impasses».

A Gastrosuisse é a maior federação patronal do setor hoteleiro que contabiliza 20.000 sócios e defende os interesses políticos e económicos do setor.