Um grupo de moradores do Penedo, Torres Vedras, acusa as famílias que passaram a residir na aldeia de lhes efectuarem roubos, os ameaçarem de morte e as autoridades de não intervirem, noticia a Lusa.

Os moradores entregaram segunda-feira uma exposição dos problemas que dizem estar a viver ao presidente da Assembleia Municipal de Torres Vedras onde se lê que os novos habitantes têm provocado «injúrias, roubos, tiroteio, ameaças de morte generalizadas e efectivas com armas brancas».

Falam ainda em «agressões físicas, provocações a quem circula nas ruas, vandalismo, devassa das propriedades alheias, arrombamento de caixas de correio, ruído nocturno permanente, arremesso de objectos às portas das residências».

Contactada pela Lusa, fonte da GNR adiantou que já foram efectuados mais de 600 patrulhamentos ao local desde que há seis meses começaram a receber chamadas da população.

De acordo com a mesma fonte os moradores apresentaram três queixas que foram enviadas para o Ministério Público.

«Comunidade desenraizada»

Por seu lado, o presidente da junta de freguesia de Runa, Paulo Margaça, explicou esta terça-feira à Lusa que os problemas que surgiram no Penedo levaram a autarquia a constituir, há duas semanas, uma comissão mista constituída por elementos da nova comunidade e naturais do Penedo «para ver se as coisas se resolvem».

«A junta nada pode fazer. Os naturais querem que as pessoas se vão embora dali mas umas compraram casa e outras pagam renda», disse Paulo Margaça.

O presidente da câmara, Carlos Miguel, disse na assembleia municipal que «acompanha a situação desde o início e com preocupação pois trata-se de uma comunidade desenraizada».

Carlos Miguel acrescentou que o serviço social do município destacou duas técnicas e informou o Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas para acompanharem o caso.