O jovem de 20 anos que morreu, este domingo, no bairro da Quinta da Fonte, em Loures, após se ter ferido num braço e esvaído em sangue, não terá ligação com o ajuste de contas entre grupos de dois bairros rivais que acabou com um tiroteio à porta da discoteca Luanda, na zona de Alcântara, em Lisboa, que fez um morto e dois feridos.

Os dois mortos e os feridos, com idades entre os 18 e os 20 anos, moram todos na Quinta da Fonte, freguesia da Apelação, concelho de Loures. Um dos mortos e os feridos foram atingidos a tiro. A outra vítima mortal foi encontrada a esvair-se em sangue, mas, segundo apurou a TVI, não terá qualquer ligação com a rixa, a não ser tratar-se de um familiar da vítima mortal do incidente na discoteca.

O caso está ser investigado pela Polícia Judiciária e, segundo confirmou a TVI, há suspeitas de que os homicidas sejam moradores na Quinta do Mocho, outro bairro problemático da mesma zona. 

Na Quinta da Fonte, os moradores comentam que a disputa entre os dois grupos não diz respeito a tráfico de droga, mas a rivalidades antigas.

A vítima mortal, de nome Aylton Tavares, saiu da discoteca Luanda com dois amigos, Jersel e Adriel, também moradores na Quinta da Fonte, e foi atingido a tiro a cerca de 50 metros do espaço noturno. Foi transportado para o Hospital de S. Francisco Xavier, onde acabou por morrer. Os outros dois indivíduos deslocaram-se pelo próprio pé ao Hospital de Santa Maria, onde foram assistidos, sem nunca terem corrido perigo de vida.

O vídeo que chegou a ser divulgado como revelador do início da rixa, ainda dentro da discoteca, não diz respeito a este incidente, confirmou a TVI.

A discoteca Luanda, uma das mais conhecidas de Lisboa, foi palco de uma tragédia, em abril de 2000, quando sete pessoas morreram e 40 ficaram feridas, na sequência do lançamento de duas granadas de gás pimenta para a pista de dança.

O local encontrava-se cheio e, no pânico que se gerou, sete pessoas, com idades entre os 16 e os 36 anos, foram esmagadas pela multidão que pretendia fugir do estabelecimento.