O ataque sofrido por militares da GNR na sexta-feira à noite «foi premeditado e incisivo», afirmou esta segunda-feira fonte oficial da instituição à Agência Lusa em Díli, Timor-Leste.

«Não foi um incidente que aconteceu por acaso. O ataque foi premeditado e incisivo e podia ter tido consequências mais graves», afirmou fonte oficial da GNR.

GNR atacada em Timor

Quatro militares do Subagrupamento Bravo da GNR sofreram ferimentos ligeiros na sequência de um incidente ocorrido sexta-feira à noite junto a um restaurante na Avenida de Portugal, em Díli.

Uma patrulha que ia recolher cinco militares do Subagrupamento Bravo ao restaurante «começou a ser atacada com pedras e catanas» por cerca de «vinte a trinta timorenses» assim que chegou ao local, segundo relato da GNR.

«Não conseguimos ainda perceber os motivos do ataque e qualquer das versões que circulam não passam por enquanto de especulação», referiu esta segunda-feira um oficial da GNR.

«Intenções óbvias»

A aparente premeditação do ataque foi confirmada à Lusa por relatos de pessoas presentes no restaurante antes do incidente e que referiram que «as intenções do grupo (que atacou) eram óbvias, sobretudo para quem conhece os principais envolvidos».

Dois dos detidos após o incidente são elementos da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), que serão presentes terça-feira a tribunal, segundo fonte policial timorense.

Nem a GNR nem a PNTL revelaram a identidade dos dois agentes timorenses envolvidos. A GNR apreendeu uma pistola e armas brancas no local do incidente.

Os quatro militares da GNR feridos, um deles com um golpe de catana no pescoço, foram assistidos no próprio quartel do Subagrupamento Bravo em Díli pela unidade do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) que acompanha o contingente da Guarda.

«Militares recuperaram bem»

«Os militares recuperaram bem e nunca inspiraram cuidados de maior», acrescentou a fonte oficial da GNR ouvida pela Lusa. O incidente aconteceu com militares do sexto contingente do Subagrupamento Bravo na véspera da passagem de comando, que ocorreu sábado à tarde.

Parte dos efectivos do sexto contingente regressou já a Portugal num voo que trouxe cerca de 80 militares do sétimo contingente na terça-feira passada.

Os restantes, incluindo os quatro militares feridos sexta-feira à noite e que estão já de licença, regressam na próxima sexta-feira a Portugal. A GNR tem 140 militares em serviço em Timor-Leste, como unidade autónoma de polícia no âmbito da Missão Integrada das Nações Unidas (UNMIT).