A Guarda Nacional Republicana reforçou a vigilância nas zonas de fronteira, nos locais com maior concentração de pessoas e nas vias terrestes e ferroviárias, após os atentados de Paris, segundo o Comando-Geral da GNR.

O porta-voz da corporação, major Marco Cruz, disse à agência Lusa que a GNR “aumentou o grau de vigilância” e de “alerta”, tendo sido feito o reforço nas fronteiras terrestres, nas vias ferroviárias e rodoviárias, no controlo costeiro e nos locais de maior aglomerado de pessoas.

Marco Cruz adiantou que, após os atentados da última sexta-feira em Paris, foram dadas instruções ao dispositivo, designadamente ao do controlo costeiro, patrulhamento, investigação criminal e das zonas da fronteira terreste, para estarem mais atentos e reforçarem a vigilância em alguns locais mais sensíveis.

O porta-voz da GNR sublinhou que este reforço da vigilância foi feito por precaução, uma vez que o nível de alerta na área da segurança em Portugal mantém-se mesmo depois dos atentados de Paris.

Também por precaução, a PSP reforçou a vigilância de “todos os pontos considerados críticos” em Lisboa, nomeadamente na ponte 25 de Abril, zona da baixa da capital e locais turísticos com maior concentração de pessoas, como Mosteiro do Jerónimos, Torre de Belém e Centro Cultural de Belém.

Após os atentados de 13 de novembro em Paris, a PSP reforçou também a segurança nas embaixadas de França, Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha na capital portuguesa, bem como nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro.

Também o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) reforçou o controlo dos voos que chegam a Portugal provenientes de países de fora do espaço Schengen, enquanto nos provenientes do espaço europeu há um “controlo inopinado”.

O diretor do SEF, António Beça Pereira, disse à agência Lusa que o controlo inopinado consiste em controlar alguns passageiros que chegam a Portugal em voos provenientes de países do espaço Schengen.

Pelo menos 130 pessoas, entre as quais dois portugueses, foram mortas em diversos ataques simultâneos em Paris, reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico, e que visaram uma sala de espetáculos, bares, restaurantes e o Estádio de França.

Os ministros do Interior da União Europeia (UE), que esta sexta-feira estiveram reunidos em Bruxelas, decidiram reforçar imediatamente o controlo de todos os viajantes, incluindo da União Europeia, nas fronteiras externas da área de livre circulação Schengen.

Os atentados de Paris voltaram a suscitar questões sobre a segurança das fronteiras externas de Schengen, uma vez que alguns dos autores dos ataques viajaram da Bélgica para Paris e o presumível “cérebro” do plano, Abdelhamid Abaaoud, pode ter regressado da Síria, onde combateu no grupo extremista, transitando pela Europa sem ser detetado.