As universidades e politécnicos levaram a concurso na terceira fase de acesso ao ensino superior 9.494 lugares dos quase 12 mil deixados vagos no final da segunda fase, segundo um edital da Direção-Geral do Ensino Superior, hoje publicado.

A justificação para a diferença entre as vagas levadas a esta fase do concurso e as que sobraram da segunda fase prende-se com as decisões das instituições de ensino superior público, que definem quantas vagas abrem para cada curso.

De acordo com o Ministério da Educação e Ciência (MEC), para o ano de 2011-2012 ¿ o último para o qual existem dados consolidados ¿ e depois de concluída a segunda fase de acesso houve ainda cerca de 15 mil admissões nas universidades e politécnicos ao abrigo da terceira fase do concurso nacional e dos concursos especiais, que incluem, entre outros, os regimes de acesso para maiores de 23 anos, atletas de alta competição e alunos oriundos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

O MEC explicou à agência Lusa que o ano de 2011-2012 não foi um ano "sui generis" quando comparado com os anteriores, e que nada indica que este ano venha a ser um ano diferente.

A terceira fase de acesso ao ensino superior arrancou hoje e decorre até 07 de outubro.

O ministro da Educação, Nuno Crato, já disse estar insatisfeito com a taxa de alunos no ensino superior e adiantou ter requerido aos serviços «um primeiro inquérito» para analisar a falta de candidaturas.

«Temos uma taxa de alunos no ensino superior que não nos satisfaz, que tem de aumentar, o número de alunos que chega às universidades e que conclui [os cursos] nas universidades e politécnicos tem de aumentar e estamos a tomar medidas neste sentido», declarou.