O relatório de perícia psiquiátrica refere que o arguido "apresenta sintomas depressivos e tem vindo a evidenciar alterações da personalidade". No entanto, o tribunal entendeu que estes sintomas "não são razões que permitam atenuar ou excluir a sua imputabilidade".

Após a leitura do acórdão, a juíza presidente dirigiu-se ao arguido realçando a gravidade dos seus atos e referindo que este tipo de situação "não devia acontecer, muito menos quando ocorre no seio familiar e de pessoas que o acolheram e trataram com carinho e afeto".










O arguido agiu "de forma fria, metódica e organizada", tendo como objetivo "tirar a vida à sua avó paterna, indiferente aos laços de sangue que os unem, de estar confiado à mesma e da relação de afecto que esta tinha para consigo", diz o MP, sublinhando que o jovem alvejou a avó "sem ter qualquer motivo para tal e apenas pelo simples prazer de a matar".