Notícia atualizada às 22:50

A chuva que se abateu esta segunda-feira sobre Lisboa atingiu os 34 milímetros numa hora, entre as 14:00 e as 15:00, valores considerados elevados e associados a um fenómeno temporário, mas de forte atividade, segundo fonte do IPMA. 

A chuva trouxe mesmo até às ruas da capital alguns «habitantes» inesperados. Foram vistos peixes e um espetador da TVI, António Magrinho, até encontrou um lagostim numa rua do Lumiar.  

Fonte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) disse à agência Lusa que na rede de estações que o IPMA utiliza foram registaram valores de 34 milímetros (ou 34 litros) numa hora, entre as 14:00 e as 15:00, valor considerado elevado e superior aos verificados a 22 de setembro passado, quando uma outra forte chuvada se abateu sobre a capital.

Segundo um meteorologista do IPMA, a forte precipitação está associada à passagem de uma superfície frontal fria, «de forte atividade», segundo a mesma fonte.

«Estava prevista a passagem nas regiões do centro e sul», afirmou a fonte, referindo que as previsões disponíveis no domingo indicavam «um sistema frontal muito temporário, mas de atividade muito forte», concluiu.


As vias que ficaram inundadas em Lisboa esta segunda-feira à tarde estavam todas transitáveis às 20:00, disse à agência Lusa o comandante do Regimento de Sapadores Bombeiros, Pedro Patrício, indicando que se encontram resolvidas 102 ocorrências.

«Tivemos apenas um terço das chamadas em relação ao dia 22 de setembro, só que o tipo de precipitação não foi tão concentrado, afetou vários locais», afirmou, acrescentando que ao final do dia só havia «algumas ocorrências pendentes».

Segundo o comandante, perto das 18:00 todas as vias estavam transitáveis na cidade de Lisboa.

Uma das vias inundadas foi o túnel da avenida João XXI, que ficou transitável ao fim de uma hora após as chuvadas, que ocorreram pouco depois das 15.00, indicou.

«O problema são os entupimentos, porque estamos no outono e há muitas folhas. Os sacos de plástico também dão uma ajuda», afirmou o comandante dos bombeiros, refutando que haja falta de limpeza na cidade. 

As zonas mais afetadas pelas chuvas desta tarde foram a baixa, Arroios, Benfica e Alvalade, a par da Misericórdia e Santo António.

No edifício da Câmara de Lisboa, nos Paços do Concelho, houve uma inundação, mas os bombeiros não têm registo de danos.

Ao final do dia, o comandante afirmou que as situações estavam resolvidas, tendo-se verificado também pequenos deslizamentos de terra e quedas de revestimento em edifícios antigos.

«É muita quantidade de água em pouco tempo. Temos quase 40 milímetros por hora, por metro quadrado. São fenómenos atmosféricos adversos que provocam estas situações», justificou.

«Alcântara voltou a inundar, mas desta vez a maré não estava cheia. Caso contrário, a situação levaria mais tempo a normalizar: Tivemos a felicidade de não coincidir com a maré cheia», concluiu.


Mau tempo também no Alentejo


A forte chuvada que caiu ao final da tarde e início da noite de hoje no Alentejo provocou 24 inundações, sobretudo em habitações, a maioria no concelho de Elvas, disseram à agência Lusa fontes dos bombeiros.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora indicou que no distrito foram registadas oito inundações em habitações, nos concelhos de Évora, Estremoz, Arraiolos, Montemor-o-Novo e Vendas Novas.

No distrito de Beja, segundo o CDOS, registaram-se quatro inundações em habitações, em Beja, Serpa e Castro Verde.

Fonte do CDOS de Portalegre indicou que no distrito registaram-se 12 inundações, todas no concelho de Elvas, em habitações, vias públicas e estabelecimentos comerciais.