A neve e o gelo obrigam a uma atenção redobrada da Autoestradas XXI, que dispõe de sete estacões meteorológicas e seis limpa-neves prontos a atuar na Autoestrada Transmontana e Itinerário Principal 4 (IP4), entre Amarante e Bragança.

A informação fornecida pelas estações meteorológicas e ainda pelas imagens em direto das cerca de 120 câmaras, espalhadas por estas duas vias, é recolhida e avaliada no Centro de Controlo de Tráfego da subconcessionária Autoestradas XXI, que está localizada na zona de Lamares, Vila Real.

Por estes dias, as principais preocupações são a queda de neve e a acumulação de gelo nestas vias, com destaque para o IP4, na zona do Marão, que é a principal ligação de Trás-os-Montes ao Litoral.

A empresa é responsável pela conservação e exploração de 133 quilómetros da Autoestrada Transmontana, entre Vila Real e Bragança, e de 54 quilómetros do IP4, entre Amarante e Vila Real e ainda à volta da cidade de Bragança.

A construção da Autoestrada Transmontana fez-se aproveitando vários quilómetros do traçado do IP4.

Para esta terça-feira foi lançado um alerta de neve desde a 00:00 até às 15:00 na região.

«Tivemos episódios de neve tanto no Marão como no alto de Lamares e Bragança, mas sem problemas de condicionamento de tráfego», afirmou à agência Lusa Pedro Araújo, chefe de operações da Operestradas XXI, empresa contratada para fazer a manutenção nestas vias.

O responsável salientou que se tenta fazer uma prevenção nos locais considerados mais críticos «à espera da neve».

Para o efeito são posicionados estrategicamente e, duas horas antes do período de alerta, os limpa-neves nesses locais, entre eles destacam-se o Marão, Lamares, Pópulo ou Rossas.

Neste inverno, dispõem de seis limpa-neves, designadamente quatro camiões pesados, uma viatura ligeira à qual é acoplada uma lâmina e um saleiro e ainda um outro veículo que resulta de um acordo com um prestador de serviços e trabalha na limpeza de neve na zona do IP4, na serra do Marão.

«Sobretudo no Marão, devido às características da via, o facto de não estarmos no local pode significar que, num condicionamento momentâneo, devido à neve, os nossos meios fiquem impedidos de chegar ao ponto onde têm de trabalhar», frisou.

Trata-se de uma estrada de montanha, com inclinações acentuadas e com zonas onde só existe uma via de circulação para cada sentido e ainda separadores centrais.

«No IP4, o trabalho tem melhorado ao longo do tempo porque tem sido possível, cada vez mais, uma intervenção em conjunto com as autoridades na gestão do tráfego e do trânsito mais eficiente. Ao longo dos anos todos vamos aprendendo», salientou.

Quanto à formação de gelo na estrada é feito, segundo Pedro Araújo, «sempre que possível um trabalho preventivo de modo a dotar a estrada das condições de segurança necessárias para a circulação».

Para tal, «é feito o espalhamento de sal antecipando as horas de maior frio e onde existe um maior risco de formação de gelo».

A empresa tem sempre disponíveis cerca de 300 toneladas de sal, durante os cinco meses mais críticos de inverno. Por ano, a Autoestradas XXI tem utilizado uma média de 800 toneladas de sal.

«Os constrangimentos de tráfego continuam a existir, mas o nosso objetivo é que eles aconteçam cada vez menos e sobretudo que sejam sempre de curta duração», frisou.