O outono começa às 09:20 de quarta-feira, mas o dia de duração exatamente igual à noite, que marca os equinócios, só acontece no sábado, já que na quarta-feira haverá mais oito minutos de sol.

A situação não se explica pelas temperaturas ainda de verão nem pelo dia de sol intenso que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê para o primeiro dia de outono. Segundo o Observatório Astronómico de Lisboa tal deve-se, sim, ao diâmetro aparente do sol e à refração atmosférica.

O Observatório começa por explicar, na sua página na internet, que os equinócios são definidos como o instante em que o ponto central do sol passa no equador e, por isso, o centro solar nasce no ponto cardeal Este e põe-se exatamente a Oeste, “encontrando-se durante 12 horas acima do horizonte matemático em qualquer lugar da Terra nestes dias”.

No entanto, e ainda que a palavra equinócio queira dizer noite igual ao dia, de tal “não resulta numa duração do dia solar de 12 horas”.

Devido a condições físicas e ao movimento de translação terrestre, só no dia 26 haverá 12 horas de luz. O Observatório precisa que, nesse dia, o sol nasce às 07:28 e põe-se às 19:28 e que para as 12 horas certas há apenas um desvio de 10 segundos.

Na quarta-feira o sol nasce às 07:25 e põe-se às 19:33 e o outono chega de manhã, para ficar três meses, 89,81 dias, precisa também o Observatório. O inverno vai substitui-lo no dia 22 de dezembro, às 04:48.

Para já, depois de no ano passado o outono ter chegado com ar de inverno (o país a braços com inundações neste dia), é o verão ainda que se despede neste equinócio, com temperaturas acima de trinta graus previstas para o início da próxima semana.

Mas o outono ainda continua a ser a estação em que as noites vão sendo sempre maiores, a estação associada à queda das folhas, às primeiras chuvas e primeiros frios. E as andorinhas já começaram a partir.