A elevada pressão atmosférica tem atingido valores recorde em Portugal. Esta é a explicação para o frio intenso, que não é bom para quem sofre de reumático, lesões antigas ou enxaquecas. Os valores anormais da pressão atmosférica que o país está a sentir, literalmente, na pele, são mais comuns na Sibéria ou no Alaska.

«No caso das enxaquecas, que é um dos casos que sofre com o frio, não sofre só com o frio, pessoas sofrem com qualquer alteração climática. O frio é, talvez, um fenómeno direto. Uma pessoa que tenha uma enxaqueca crónica habitual, pode desencadeá-la até pondo a mão numa água fria ou comendo um gelado - a chamada cefaleia do sorvete. Pela ação do frio ou do calor, os vasos cranianos dilatam e, por fenómenos de reflexo neurológico, faz uma contração dos vasos intracranianos»


A explicação foi dada pelo médico de clínica geral, Viriato Horta, no «Diário da Manhã» da TVI. O médico lembrou que a pressão atmosférica também tem efeito nas dores crónicas e lesões antigas.

«É clássico as pessoas dizerem que foram operadas e têm uma cicatriz e percebem quando vai mudar o tempo. O que mais complica a cicatriz é a baixa pressão ou a descida da alta para a baixa pressão. As pessoas, normalmente, queixam-se quando vai chover. Têm o seu sensor próprio»


O frio mais húmido é mais difícil de tolerar. A par da humidade, também o vento agrava o frio. Será a paisagem desta semana, que também contará com alguma chuva. O tempo frio vai manter-se nos próximos dias, com neve nas terras altas até quinta-feira. As temperaturas mínimas vão descer e haverá uma subida ligeira das máximas.

O que fazer para lidar com este frio e pressão atmosférica anormal? Isolar, segundo o médico Viriato Horta. «O isolamento do vento com roupa própria e isolante térmico - lã, fibra polar. O algodão tem dois problemas graves - perante o suor molha, e fica húmido, e não é tão isolante quanto as lãs», advertiu.