O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) aumentou para sete os distritos portugueses sob aviso amarelo, o terceiro mais grave de uma escala de quatro, devido à previsão de chuva forte, por vezes acompanhada de trovoada.

O instituto juntou o distrito de Viseu aos de Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Portalegre e Santarém, colocando-os sob aviso amarelo até às 21:00 de hoje, devido à previsão de chuva ou aguaceiros, que serão por vezes fortes.

De acordo com o IPMA, o aviso amarelo é o segundo menos grave de uma escala de quatro e refere-se a uma “situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica”.

Os efeitos da tempestade causada pelo furacão Joaquin vão continuar a sentir-se até terça-feira, embora com diminuição de intensidade.

A depressão pós-tropical corresponde a uma fase posterior da evolução do furacão Joaquin e, por isso, já não apresenta características de severidade meteorológica tipicamente associadas aos ciclones tropicais na categoria de furacão.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para hoje céu geralmente muito nublado, com períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes e possibilidade de ocorrência de trovoada.

O vento tende a soprar fraco a moderado (10 a 30 km/h) do quadrante sul, soprando do quadrante leste nas regiões Norte e Centro e sendo temporariamente moderado a forte (30 a 40 km/h) nas terras altas.

O IPMA prevê uma pequena subida da temperatura máxima no litoral da região Norte.

Para a Madeira, o instituto prevê também períodos de céu muito nublado, com aguaceiros em geral fracos, em especial nas vertentes norte e nas terras altas, enquanto o vento fraco a moderado do quadrante norte.

Já nos Açores, e nas ilhas do grupo ocidental, Corvo e Flores, estão previstos períodos de céu muito nublado, tornando-se encoberto, com aguaceiros fracos a partir do fim da tarde e o vento a soprar de sueste fresco com rajadas até 50 km/h, rodando para sul.

No grupo central (composto pelas ilhas da Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial) e oriental (São Miguel e Santa Maria) são esperados períodos de céu muito nublado com abertas, vento sueste bonançoso a moderado – no grupo central – e vento leste bonançoso, rodando para sueste, no grupo oriental.

Quanto às temperaturas, em Lisboa vão variar entre 17 e 20 graus Celsius, no Porto entre 15 e 23, em Bragança entre 12 e 18, em Viseu entre 12 e 19, na Guarda entre 11 e 15, em Castelo Branco entre 15 e 20, em Coimbra entre 17 e 22, em Santarém entre 16 e 20, em Évora entre 15 e 20, em Beja entre 17 e 21, e em Faro e Sagres entre 18 e 20.


Chuva só dá tréguas na quarta-feira

A chuva vai manter-se em Portugal continental esta segunda-feira e amanhã, por vezes acompanhada por trovoada, esperando-se que dê tréguas na quarta-feira, disse à Lusa Ricardo Tavares, meteorologista do IPMA.

De acordo com o meteorologista, o dia de hoje e o de terça-feira vão ser “muito semelhantes” aos últimos dias, com o “céu geralmente muito nublado, períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes, e possibilidade de ocorrência trovoada”.

A tendência é, segundo o meteorologista, para a chuva se manter durante a terça-feira, mas a partir da tarde a “frequência e intensidade da precipitação irá diminuir”.

“Também a nebulosidade a norte e centro irá diminuir já a partir do final do dia de terça-feira”, explicou.


Em relação às temperaturas, Ricardo Tavares revelou que são as normais para a época, com oscilações de um a dois graus, mas sem grande significado no geral.


Duas barras fechadas à navegação e quatro condicionadas

A Marinha Portuguesa fechou hoje a toda a navegação as barras de Caminha e de Vila Praia de Âncora, mantendo condicionadas outras quatro, devido à previsão de agitação marítima.

De acordo com a informação atualizada na página da Marinha pelas 9:41, neste momento só estão fechadas a toda a navegação as barras mais a norte de Portugal continental, nomeadamente Caminha e Vila Praia de Âncora.

As barras condicionadas são as da Póvoa do Varzim, Vila do Conde, Figueira da Foz e São Martinho do Porto

Segundo a Marinha, a barra marítima da Póvoa de Varzim está condicionada a embarcações com calado superior a dois metros, enquanto a barra de Vila do Conde a navegação está limitada ao período de duas horas antes e/ou depois da praia-mar. Na barra de São Martinho do Porto a navegação está condicionada apenas na praia-mar.

A barra da Figueira da Foz encontra-se condicionada depois do naufrágio do arrastão Olívia Ribau, na terça-feira, que vitimou cinco pescadores, tendo sido resgatados dois com vida. Hoje, encontra-se fechada a toda a navegação de entrada e saída de embarcações, apenas permitindo a saída de embarcações de comprimento fora a fora superior a 11 metros.