As temperaturas vão subir até quarta-feira, prevendo-se máximas entre os 22 e os 29 graus na generalidade do território, valores acima do normal para a época do ano, adiantou esta segunda-feira a meteorologista Maria João Frada.

Para os próximos dias vamos continuar com uma situação de tempo seco. Infelizmente vamos ter céu pouco nublado ou limpo e as temperaturas máximas vão estar acima dos valores normais para esta altura do ano", disse a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com Maria João Frada, para esta segunda-feira prevê-se uma subida dos valores da temperatura máxima no continente e na terça-feira sobem as mínimas e máximas na ordem dos 2 a 4 graus Celsius.

Vamos chegar a meio da semana com temperaturas máximas de 22/23 e 26 graus na generalidade do território e no interior do Alentejo e região do Vale do Tejo, em particular Santarém com 27 a 29 graus", indicou.

No que diz respeito às mínimas, Maria João Frada explicou que deverão ser baixas, a variar entre os 09 e os 13/14 graus no litoral e interior do Alentejo e no interior Norte e Centro, em particular o nordeste transmontano entre os 04 e os 07 graus.

"A grande diferença em relativamente à quinzena passada e ao mês de setembro é que vai haver uma discrepância grande entre as mínimas baixas e as máximas elevadas com valores acima da época", destacou.

A meteorologista do IPMA disse ainda que este "cenário deverá manter-se pelo menos até final da semana, sem que haja qualquer antevisão da ocorrência de precipitação".

Três concelhos de Faro e Portalegre em risco 'muito elevado' de incêndio

Os concelhos de Gavião, no distrito de Portalegre, e São Brás de Alportel e Castro Marim, em Faro, apresentam esta segunda-feira risco ‘muito elevado’ de incêndio, de acordo com o IPMA.

O IPMA colocou também em risco ‘elevado’ de incêndio os concelhos de Loulé, Tavira, Almodôvar e Alcoutim (Faro), Abrantes, Mação e Sardoal (Santarém), Vila de Rei, Proença-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Idanha-a-Nova e Penamacor (Castelo Branco) e Nisa e Marvão (Portalegre).

Os restantes concelhos dos restantes 14 distritos de Portugal continental estão com risco ‘moderado’ ou ‘reduzido’.

O IPMA colocou ainda em risco ‘muito elevado’ e ‘elevado’ de incêndio vários concelhos de quase todos os distritos do continente (18).

O risco de incêndio determinado pelo IPMA engloba cinco níveis, que podem variar entre o ‘reduzido’ e o ‘máximo’.

O cálculo é feito com base nos valores observados às 13:00 em cada dia relativamente à temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

O IPMA informou no sábado que o risco de incêndio ia aumentar e permanecer até, pelo menos, quarta-feira, devido à previsão de tempo seco e subida de temperatura.

O aumento do risco de incêndio levou o Ministério da Administração Interna a anunciar que o dispositivo de combate aos incêndios foi reforçado com mais 17 meios aéreos, até final de outubro, por causa do risco de fogo florestal.

Em comunicado divulgado domingo à noite, o MAI explicou que o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, autorizou o reforço do dispositivo aéreo de combate aos incêndios com 17 meios aéreos: 13 helicópteros ligeiros e quatro aviões médios anfíbios.

As centenas de incêndios que deflagraram no dia 15, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 44 mortos e cerca de 70 feridos, mais de uma dezena dos quais graves.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em junho deste ano, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 mortos e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.