As altas temperaturas que se registaram nos últimos dias tiveram «repercussões mínimas» na saúde perante os «elevados riscos» porque a população acatou as recomendações das autoridades, segundo fonte da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Cristina Abreu, que gere a Unidade de Emergências em Saúde Pública da DGS, disse à agência Lusa que ainda não existem dados que apontem para uma maior procura de cuidados de saúde primários ou hospitalares, mas reconheceu que ainda é cedo.

O mesmo acontece para o número de óbitos causados pelas altas temperaturas que se registaram nos últimos dias e que deverão traduzir-se numa onda de calor, a qual só existe quando são registadas temperaturas acima das previstas para a época do ano a partir de seis dias consecutivos.

«Ainda é cedo para interpretar os efeitos do calor sobre a saúde humana», disse, adiantando que os dados disponíveis apontam para «repercussões mínimas».

Para tal terá contribuído os alertas das autoridades que aparentemente foram seguidos pela população, disse.

Cristina Abreu sublinhou que, a partir desta segunda-feira, as temperaturas registarão uma diminuição e que o arrefecimento noturno contribui para a melhoria da situação, nomeadamente o esfriamento das habitações.