Cinco distritos de Portugal continental estão sob aviso laranja e outros sete a amarelo devido à previsão de tempo quente, informou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com a última atualização de informação pelo IPMA, às 11:45, os distritos da Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja vão estar sob aviso laranja, o segundo mais grave de uma escala de quatro, devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima.

O aviso laranja vai estar em vigor entre as 08:00 de sábado e as 11:00 de segunda-feira.

O IPMA colocou também os distritos de Vila Real, Bragança, Viseu, Santarém, Lisboa, Setúbal e Faro sob aviso amarelo por causa do tempo quente entre as 08:00 de sábado e as 11:00 de segunda-feira.

O aviso laranja é o segundo mais grave numa escala de quatro e implica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado.

Já o aviso amarelo é o terceiro mais grave de uma escala de quatro e implica uma situação de risco para determinadas atividades que dependem do estado do tempo.
 

Risco de incêndio devido a tempo quente e seco


Entretanto, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) lançou também hoje um aviso sobre tempo seco e risco de incêndio florestal, devido à previsão de temperaturas máximas entre 35 e 44 graus a partir de sábado e pelo menos até segunda-feira.

Com base em informações do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, a ANPC explica que as temperaturas mínimas deverão estar acima dos 20 graus nas regiões do sul e do interior centro e norte e que o vento estará em geral fraco e moderado.

Assim, o índice de risco de incêndio florestal estará em “níveis elevado e muito elevado, em especial nas regiões do interior centro e do Algarve, sendo expectável o agravamento das dificuldades de supressão”.


No mesmo comunicado, a ANPC recordou que perante um índice de risco temporal de incêndio superior ao nível elevado não são permitidas queimadas ou fogueiras, assim como a utilização de equipamentos de queima e de combustão para iluminação ou confeção de alimentos.

Também ficam vedados o lançamento de foguetes, a prática de fumar nos espaços florestais e vias que as circundam e o uso de fumigadores sem dispositivos de retenção de faúlhas.

“É também possível a afetação de grupos populacionais mais vulneráveis devido ao calor, pelo que se recomenda a observação das principais medidas de autoproteção para estas situações divulgadas pela Direção Geral de Saúde em www.dgs.pt”, conclui-se.