A probabilidade dos efeitos da tempestade tropical Ophelia atingirem os Açores aumentou para sete ilhas do arquipélago, informou esta terça-feira o Centro de Previsão e Vigilância Meteorológica dos Açores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Pela avaliação dos resultados dos diferentes modelos meteorológicos, existe uma probabilidade entre 5 a 15 % de as ilhas do grupo central (Faial, Pico, São Jorge, Graciosa e Terceira) e de 20 a 30 % de as ilhas do grupo oriental (São Miguel e Santa Maria) começarem a sentir efeitos da tempestade a partir de sábado”, refere um comunicado disponibilizado na página do Facebook da delegação regional dos Açores do IPMA.

De acordo com o mesmo comunicado, “para as ilhas do grupo ocidental (Flores e Corvo), a probabilidade de serem afetadas pelo ciclone é inferior a 5%”.

O Centro de Previsão e Vigilância Meteorológica dos Açores adianta que às 15:00 locais (mais uma hora em Lisboa) “o centro da tempestade tropical Ophelia localizava-se a 1.260 quilómetros a oeste/sudoeste dos Açores”, mas “sem grande variação da intensidade do vento nas últimas horas”.

O vento médio era de 85 quilómetros/hora e as rajadas da ordem dos 100 quilómetros/hora.

O ciclone Ophelia está a deslocar-se para sudeste a sete quilómetros/hora e espera-se que continue a intensificar-se nas próximas horas, atingindo a categoria de furacão na quarta ou na quinta-feira”, lê-se no comunicado.

Segundo o centro, “o ciclone deverá continuar com esta trajetória nos próximos dois dias”, mas a partir de quinta-feira prevê-se que “comece a deslocar-se de novo para nordeste, aproximando-se assim do arquipélago”.

A Proteção Civil dos Açores anunciou que está a acompanhar a evolução da tempestade, assim como o IPMA e todas as autoridades e agentes de Proteção Civil do arquipélago.

Segundo uma nota de imprensa do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, também já foram contactados os serviços municipais de Proteção Civil e corpos de bombeiros de todo o arquipélago, “mantendo-se em contacto permanente com os mesmos”.

A Proteção Civil regional destaca que, “de acordo com a informação transmitida pelo IPMA, esta situação não deverá causar alarmismo, desde que sejam tidas em conta as informações oficiais transmitidas” quer pelo serviço, quer pelo IPMA, “bem como a adoção de medidas de autoproteção em caso de tempestade”.