O tempo quente vai manter-se no início da semana. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera tem quatro distritos com aviso laranja. São eles os distritos de Braga, Coimbra, Leiria e Santarém. E, fora do continente, também a Madeira.

Santarém vai ser, aliás, o distrito mais quente de todo o país: os termómetros podem chegar aos 40 graus.

Os restantes distritos estão com aviso amarelo, também devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima.

Apesar de a semana arrancar com muito calor, pelo menos até terça-feira, o vento vai intensificar-se e depois as temperaturas vão descer significativamente, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. 

Incêndios: domingo foi o pior dia do ano

Os incêndios não deram tréguas no fim de semana e domingo foi, até agora, o pior dia do ano em quantidade de fogos, o que levou o Governo a fazer um apelo aos cidadãos perante a onda de incêndios.

Ao final da noite de domingo, dois estavam a causar ainda particular preocupação: na serra da Freita, em Arouca, o fogo que começou no sábado continuava fora de controlo.

"O fogo continua desfavorável, embora as condições de combate sejam ligeiramente melhores do que durante a tarde, mas temos aqui uma situação muito complicada", disse à Lusa o comandante do CDOS de Aveiro, José Bismarck, que duvidava que ficasse extinto durante a noite. "O vento leste é já muito forte, não houve a recuperação da humidade noturna e os meios aéreos também já deixaram de atuar".

O presidente da Câmara de Arouca, José Artur Neves, indicou que as povoações de Albergaria da Serra e Mizarela "estão com algum risco", embora não tivesse sido, ainda, necessário, evacuar as casas. Seja como for, o cenário é, nas suas palavras, "dramático". 

"A serra está toda em chamas. Está tudo queimado. Nem sei como é que o gado vai comer"

Também o combate ao incêndio que lavra no Parque Nacional da Peneda-Gerês, ativo desde quinta-feira, estava a ser um "trabalho muito difícil e de um cansaço enorme".

O comandante da Proteção Civil José Manuel Moura explicou à Lusa que se trata de um incêndio numa escarpa com 900 metros de altura com vegetação rasteira onde os "acessos não existem". O empenho dos meios aéreos no combate ao fogo acaba, por isso, "por ser inglório".

"Tem sido um trabalho hercúleo, muito difícil e de um cansaço enorme"

O responsável sustentou que a área ardida, cerca de 200 hectares, "não é muito significativa, para o tempo que tem" o incêndio.

Já o fogo que assolou Estarreja e Albergaria-a-Velha, e que obrigou ao corte da A1 e da A29 - autoestradas reabertas horas depois - estava dado como dominado pelas 00:00 de segunda-feira, embora à TVI os bombeiros tenham dito que terão de permanecer "extremamente atentos", já que qualquer reativação se torna rapidamente "violenta". E as rajadas de vento até 80 km/hora previstas poderão não ajudar.

No combate às chamas, cinco bombeiros acabaram por ficar feridos: três por inalação de fumo e cansaço e dois por queda, tendo sido reencaminhados para tratamento hospitalar. 

 

Fonte: Lusa