Todas as estações de medição de temperatura em Portugal continental registaram ondas de calor em 2014, com o valor mais elevado detetado em Alvalade, no Alentejo, com 30 dias naquela situação, informou hoje o INE.

Segundo as Estatísticas do Ambiente do Instituto Nacional de Estatística (INE) para 2014, "em todas as estações analisadas do continente foram observadas ondas de calor", e quase um terço teve mais de 20 dias em ondas de calor.

Do ponto de vista climatológico, ocorre uma onda de calor quando, num intervalo de pelo menos seis dias consecutivos, a temperatura máxima do ar é superior em cinco graus Celsius (5°C) ao respetivo valor médio diário da temperatura máxima no período de referência.

O valor mais alto de temperatura registou-se na estação de Alvalade, no Alentejo, com 30 dias em ondas de calor, realçou o INE.

As ondas de calor ocorreram na primavera, em abril e maio, no verão, em junho, e no outono, em outubro.

Esta última, quer pela sua extensão espacial e temporal, quer pela altura do mês em que ocorreu - na segunda quinzena de outubro - "pode ser considerada como a mais significativa" observada neste mês, desde 1941.

Na análise da chuva, o INE apresenta uma comparação com a situação normal de 1971 a 2000, e refere que "os desvios mais significativos do número de dias com precipitação intensa ocorreram, no continente, em Braga, com mais 19 dias, e em Aveiro, com mais 18 dias".

Na Madeira e nos Açores, apenas uma estação apresentou desvios positivos do número de dias com precipitação intensa e foi a da Horta, com mais 12 dias.