A subida das águas na bacia do Tejo originou a submersão de várias estradas no distrito de Santarém, levando, nomeadamente, ao isolamento da povoação de Reguengo do Alviela, segundo a Proteção Civil.

Um ponto de situação do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém refere a submersão, ao final do dia de segunda-feira, da estrada nacional 365 na ligação entre Vale de Figueira e Pombalinho e na ponte sobre o Alviela a jusante do Pombalinho, originando o isolamento de Reguengo do Alviela.

Fonte do CDOS disse à Lusa que o nível das águas deverá continuar a subir durante a madrugada, prevendo-se a inundação das zonas baixas das vilas de Constância e de Vila Nova da Barquinha, a submersão da EN 365 entre Palhais e Assacaias (Santarém) e entre a Azinhaga e a Golegã e da estrada que liga a cidade de Santarém às Caneiras, bem como o galgamento do descarregador das Ómnias.

Também a nacional 368-1, entre Chamusca e Vale de Cavalos, e a EN3-2, entre a Ponte do Reguengo e Valada (Cartaxo), deverão ficar submersas.

Além da EN365 em Santarém, na segunda-feira ficaram submersas várias estradas municipais e rurais nos concelhos de Almeirim (Benfica do Ribatejo/Casal Branco e Porto da Courela/Alpiarça), Coruche (caminhos municipais H e 1427 e Estrada das Meias), Golegã (Estrada dos Lázaros/Ponte da Broa, ponte do Cação e estrada real Pombalinho/Mato de Miranda).

Ficaram igualmente submersas a ligação entre a Ponte dos Alcaides e Almajões e a estrada do campo entre a Ribeira de Santarém e Vale de Figueira (Santarém), a estrada municipal entre Vale da Pedra e a ponte do Setil (Cartaxo), a estrada do campo em direção à Reta do Cabo (Benavente), a estrada de campo da Pesqueira (Constância), a estrada de campo do Paúl do Boquilobo (Torres Novas) e os parques de estacionamento junto ao rio Zêzere em Constância e junto à margem do Castelo do Almourol (Vila Nova da Barquinha).

A subida das águas tem origem no aumento da intensidade das descargas das barragens portuguesas e espanholas, que estão a atingir os níveis máximos de capacidade graças à chuva que tem caído nos últimos dias.

«A conjugação das descargas portuguesas e espanholas deve fazer-se sentir a meio da madrugada, cerca das 04:00, e o nível das águas deve subir mais um metro do que está atualmente», referiu fonte do CDOS contactada pela Lusa a meio da tarde.

A fonte adiantou que as populações e os serviços de proteção civil «estão tranquilos e preparados» para os efeitos desta subida.

As previsões meteorológicas apontam novamente para a ocorrência de precipitação no distrito de Santarém e, tendo em conta a pluviosidade que se faz sentir em Espanha, para as próximas 24 horas «é expectável um agravamento dos caudais dos afluentes».

O Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo está em alerta Amarelo desde a madrugada de segunda-feira, podendo, se a situação se agravar, passar para o nível Laranja.