Por: tvi24 / CP | 31- 5- 2010 9: 2
Os técnicos de diagnóstico e terapêutica iniciam esta segunda-feira o primeiro de três dias de greve em luta pela actualização
das carreiras e por melhores salários, uma paralisação que pode afectar desde cirurgias programadas até à recolha de sangue.
Almerindo
Rego, presidente do Sindicato das Ciências e Tecnologias de Saúde (SCTS), um dos que convocou a greve, acusa a ministra da
Saúde de ter «rompido unilateralmente» as negociações para definir a criação de uma carreira de técnicos de saúde.
Segundo
o dirigente sindical, a ministra comprometeu-se em Fevereiro a retomar as negociações, mas depois «deu o dito por não dito»
num ofício enviado aos sindicatos.
«Nem um processo de negociação apresentou. Isto é grave, porque os nossos salários
são os mais baixos entre os licenciados do Serviço Nacional de Saúde. Esta situação arrasta-se há 10 anos», lamentou, em declarações
à agência Lusa.
Além da questão da carreira, os técnicos de diagnóstico e terapêutica queixam-se do desemprego no
sector e da «invasão» dos seus postos de trabalho por pessoas sem qualificação.
Os técnicos de diagnóstico e terapêutica,
cerca de oito mil no SNS, realizam as análises clínicas, as radiografias, as terapias de recuperação e alguns exames ao coração.
O
presidente do SCTS estima uma adesão à greve com «grande expressão», prevendo que as áreas mais afectadas sejam as recolhas
de sangue, algumas cirurgias programadas e as análises clínicas.
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