O serviço de cessação tabágica da Linha Saúde 24 vai começar a funcionar até ao final de abril, estando tecnicamente pronto e apenas a aguardar autorização da Direção Geral da Saúde (DGS) para arrancar.

«Toda a arquitetura do algoritmo e a arquitetura técnica necessária ao arranque da linha de cessação tabágica está feita, do nosso lado temos tudo disponível», afirmou à Lusa, o administrador da Linha Saúde 24, Luís Pedroso Lima, acrescentando carecer apenas da parte da DGS para pôr o serviço em operação.

O responsável explicou que o atraso no arranque da linha se deveu à época gripal, que colocou sobre a linha «uma pressão elevada», considerando que não era «prudente» pressionar ainda mais a linha, quando se estava a viver uma situação de alguma anormalidade em termos de atendimento, «um atendimento que foi muito mais exigente do que é tradicionalmente na linha».

Em novembro do ano passado, o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde anunciou que este serviço da Saúde 24 de apoio à cessação da tabágica iria iniciar-se em janeiro deste ano.

«Aguardo a qualquer momento que a DGS me diga para pormos a linha de cessação tabágica no ar, do ponto de vista operacional nós temos as condições de o pôr no ar imediatamente.»


Contactada pela Lusa, a DGS escusou-se a avançar uma data concreta, afirmando apenas que a linha começará a funcionar até ao final do mês.

Este serviço vai funcionar obedecendo aos principais normativos da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prevê que a linha não seja apenas de aconselhamento e encaminhamento, mas que tenha uma atitude pró-ativa e faça ela própria chamadas de acompanhamento da evolução e dependência tabágica do utente até o levar a deixar de fumar.

Aos colaboradores da linha podem inclusivamente recomendar o uso de pastilhas ou pensos de nicotina, desde que a situação clinica do utente o permita, ou então encaminharem o utente para a marcação de uma consulta de cessação tabágica para que o médico lhe possa prescrever medicação, nos casos em que o utente afirme necessitar de apoio terapêutico.

Uma das possibilidades em estudo pelo Ministério da Saúde é a da comparticipação destes medicamentos no âmbito das consultas de apoio à cessação tabágica na Linha saúde 24, como forma de incentivo e de compensação, a todos os fumadores que se mantenham a ser seguidos neste serviço.

Luís Pedroso Lima considera que «seria extremamente favorável» que esta medida fosse aplicada, já que as experiências internacionais demonstram um aumento de mais de 40% de eficiência da linha com comparticipação de medicamentos.