A GNR desmantelou três fábricas artesanais de cigarros ilegais, em Évora, que terão originado uma fraude fiscal de quase um milhão de euros, apreendendo cigarros, tabaco e equipamento relacionado com a atividade, foi esta terça-feira divulgado.

Segundo a GNR, foram feitas oito buscas domiciliárias e em armazéns, na sequência de uma investigação que decorria há cerca de quatro meses, tendo sido apreendidos 122.274 cigarros e 112 quilos de folha de tabaco de corte fino.

Foram ainda apreendidos 3.800 maços vazios destinados aos cigarros manufaturados, cinco máquinas trituração, quatro máquinas de entubar, uma máquina de secar, três balanças de precisão, 16 dispositivos informáticos e de telecomunicações e dois automóveis.

Além das apreensões, foram constituídos arguidos quatro suspeitos, com idades entre os 19 e os 53 anos, que se encontram indiciados pela prática do crime de introdução fraudulenta no consumo, adiantou a força de segurança num comunicado.

A fraude detetada, referiu a GNR, ascende a cerca de 950 mil euros, em sede do imposto especial sobre o tabaco (IT) e imposto sobre o valor acrescentado (IVA).

De acordo com a Guarda, as folhas de tabacos apreendidas eram adquiridas em Espanha e, depois, submetidas a moagem artesanal, resultando o tabaco de corte fino que era inserido através de tubos para os cigarros.

Os cigarros eram, depois, comercializados na forma de maços em estabelecimentos de restauração e bebidas a consumidores finais, acrescentou.

No comunicado, a Guarda indicou que a operação, que decorreu no passado fim de semana, foi realizada por militares do Destacamento de Ação Fiscal de Évora, sob direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora.