O cancro do pulmão mata entre três mil a quatro mil portugueses por ano, números «preocupantes» e com tendência a aumentarem, disse hoje à Lusa o presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

Em declarações à agência Lusa no âmbito do 24.º Congresso de Pneumologia que arranca em Albufeira (Algarve) esta sexta-feira, o presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), Carlos Cordeiro, advertiu que o cancro do pulmão provoca entre três mil a quatro mil óbitos, por ano, em Portugal e que é a «neoplasia que mais mata em Portugal no sexo masculino».

«São números preocupantes e a incidência está a crescer, o número de novos casos está a aumentar», alerta o presidente da SPP, explicando que o aumento de pessoas a sofrerem de cancro do pulmão tem que ver com as consequências do «tabagismo dos últimos 20 ou 30 anos», com o «envelhecimento da população» e pode também ter a ver com outro tipo de exposições «não identificadas».

O 24.º Congresso de Pneumologia, que conta com a presença de cerca de 700 especialistas nacionais e internacionais, tem como tema os «Novos caminhos para a Pneumologia em Portugal».

O fórum, que decorre em Albufeira entre sexta-feira e domingo, vai discutir a saúde respiratória nacional e abordar temas como a asma brônquica, a doença pulmonar obstrutiva crónica e o cancro do pulmão.