O Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra determinou esta quarta-feira a suspensão de exercício de funções do guarda prisional detido pela PJ por suspeitas de tráfico de estupefacientes e posse de arma proibida.

Para além da suspensão de funções, o Tribunal de Instrução proibiu ainda o guarda do Estabelecimento Prisional de Coimbra de contactar com outros arguidos do processo, reclusos, guardas prisionais, qualquer elemento do estabelecimento e "com qualquer consumidor de estupefacientes", informou à agência Lusa fonte do tribunal.

O guarda prisional, com 51 anos, foi esta quarta-feira à noite presente às autoridades judiciárias para primeiro interrogatório e aplicação de medidas de coação.

A PJ informou esta quarta-feira que deteve um guarda prisional do Estabelecimento de Coimbra, suspeito de tráfico de estupefacientes e posse de arma proibida, tendo ainda sido constituídos arguidos outros dois homens, um deles um chefe de guardas prisionais da cadeia, também indiciado da prática do crime de tráfico de droga.

O guarda desta cadeia "foi interpelado na posse de cerca de 100 doses de haxixe e dez de cannabis, bem como de diversos objetos relacionados com o tráfico e consumo de estupefacientes, que foram apreendidos", lê-se no comunicado da PJ enviado à Lusa.

A Diretoria do Centro informa que foi ainda apreendido "diverso equipamento informático, 2.560 euros em numerário, bem como duas armas proibidas".

A detenção ocorreu na sequência de uma investigação da PJ iniciada em 2014, que tinha como objetivo "combater a introdução de produtos estupefacientes no interior do Estabelecimento Prisional" e que foi realizada em colaboração com o Departamento de Investigação e Ação Penal de Coimbra e do Estabelecimento Prisional.

A Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais disse hoje à agência Lusa que foi instaurado um processo disciplinar aos dois guardas da cadeia de Coimbra suspeitos de tráfico de droga, que "estarão afastados do serviço".

É ainda referido que a detenção hoje anunciada pela Polícia Judiciária de Coimbra surgiu "na sequência de [um] processo iniciado" pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.