A juíza de instrução criminal no Tribunal de Cascais decretou esta terça-feira a prisão preventiva de um dos dois homens que na segunda-feira assaltaram uma dependência bancária em Tires, confirmou à agência Lusa fonte judicial.

O detido, de 28 anos, residente no concelho de Oeiras, foi presente pela Polícia Judiciária a primeiro interrogatório judicial em Cascais.

Segundo fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP), o seu parceiro no assalto à agência do Banif em Tires continua no Hospital de São Francisco Xavier, «na unidade de cuidados intensivos, em coma induzido».

O homem, cuja identidade ainda está por confirmar, encontra-se com «prognóstico reservado» e deu entrada na unidade hospitalar de Lisboa com ferimentos no abdómen, após ter sido alvejado pela PSP quando tentava fugir com uma funcionária que fez como refém.

Fonte policial adiantou à Lusa que existem suspeitas de que um ou os dois detidos estão «relacionados com alguns assaltos na região de Lisboa, nos últimos tempos», o que levou a PSP a entregar o homem que se rendeu à porta do banco à PJ para o prosseguimento das investigações.

As autoridades vão agora tentar determinar o envolvimento dos suspeitos em assaltos a dependências bancárias em Sintra, Loures e Vila Franca de Xira.

O assalto ao Banif de Tires, informou o subintendente Luís Ribeiro, da Divisão da PSP de Cascais, deu-se «cerca das 08:53» de segunda-feira.

Uma mulher que passava na via pública alertou a esquadra da PSP de Trajouce para «um possível assalto» e quando a polícia mobilizou meios para o local comprovou que estavam «dois elementos dentro do banco com revólveres», acrescentou o responsável policial.

«Um saiu logo quase de seguida, com uma senhora como refém», adiantou Luís Ribeiro, esclarecendo que o homem, com cerca de 30 anos, percorreu uma centena de metros até uma viatura, ora apontando a arma à cabeça da mulher, ora aos agentes que o cercavam.

Junto da carrinha Audi roubada em que tencionava fugir, o assaltante ainda conseguiu «ligar a ignição». No entanto, segundo o subintendente, a funcionária «terá escorregado» e deixou de estar presa pelo braço do agressor, «que ficou mais exposto». Nessa altura foi então atingido por dois disparos das autoridades.

O companheiro, segundo Luís Ribeiro, não ofereceu resistência e entregou-se após largar o revólver. Ambas as armas, segundo o subintendente, estavam «devidamente municiadas e prontas a disparar».

Na posse do detido foi apreendida uma mochila com dinheiro do banco, em montante ainda não revelado.

Na dependência do Banif encontravam-se quatro funcionários e, além da refém, de 51 anos, outro empregado terá sido agredido, embora sem gravidade.

A identidade do ferido ainda está por confirmar, mas, embora a PSP tenha admitido que «falava francês», não está posta de parte que também seja português.

A investigação vai ser conduzida pela Polícia Judiciária.