O último dos homens condenados a 14 anos de prisão pelo assalto ao Museu do Ouro Tradicional de Viana do Castelo foi detido em Espanha, numa operação antidroga, disse à Lusa fonte judicial.

Segundo a fonte, o homem, de 33 anos, que ainda se encontrava em liberdade, foi detido a 28 de novembro na zona de Sevilha, no sul de Espanha, e está em prisão preventiva à conta deste processo, em que é suspeito do envolvimento em tráfico de droga.

Segue-se um pedido de extradição para Portugal, no âmbito de um mandado europeu de detenção anteriormente emitido. No entanto, o detido tem uma outra condenação, que estava com pena suspensa até 2015, em Espanha.

A condenação deste homem pelo crime de Viana do Castelo - juntamente com mais três dos cinco assaltantes - transitou em julgado em outubro, após rejeição do último recurso pelo Tribunal Constitucional.

Os arguidos estavam condenados, por decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) de setembro de 2012, a 14 anos e seis meses de prisão, tendo os advogados destes apresentado recurso para a última instância possível, entretanto recusada.

A decisão transitou em julgado no final de setembro, tornando as condenações efetivas, regressando o processo à primeira instância, em Viana do Castelo. Este tribunal emitiu a 02 de outubro mandados de detenção para cumprimento de penas para os três arguidos em liberdade, enquanto um quarto está detido desde abril, preventivamente, à conta de outro processo.

Dois dos três arguidos em liberdade entregaram-se nas últimas semanas às autoridades, para cumprimento de pena, precisou a mesma fonte. Um quinto assaltante, que não recorreu da condenação do STJ, encontra-se já cumprir uma pena efetiva de 15 anos de prisão.

No julgamento realizado em 2010 os cinco homens tinham sido condenados a 18 anos de prisão efetiva, com o Tribunal Judicial de Viana do Castelo a dar como provado que tentaram «matar dois polícias» num assalto de «extrema agressividade» e «elevada preparação».

Tudo aconteceu em setembro de 2007, em pleno centro histórico da cidade, e provocou, segundo o Tribunal, «pânico nas dezenas de transeuntes», terminando com uma troca de tiros entre agentes da PSP e os seis assaltantes, além de um prejuízo de 780 mil euros.

O sexto assaltante foi atingido com um tiro na cabeça e acabou por morrer, enquanto um transeunte, atingido também por um disparo, ficou tetraplégico.