Professores da rede de Ensino do Português no Estrangeiro (EPE) vão perder mensalmente entre 400 e 500 euros devido à supressão da taxa de câmbio fixa na Suíça, denuncia hoje em comunicado o Sindicato dos Professores das Comunidades Lusíadas (SPCL).

«A vida dos docentes, anteriormente já difícil, vai tornar-se impossível, visto irem sofrer reduções mensais entre 400 e 500 euros (...) pois em média os docentes irão receber pouco mais de 2.000 francos (2 mil euros) mensais líquidos», lê-se no comunicado, assinado pela secretária-geral do SPCL, Teresa Duarte Soares, referindo-se à supressão da taxa cambial fixa.


Ainda segundo o SPCL, o câmbio «desfavorável» e os descontos «excessivos» penalizam duplamente os professores.

O sindicato salienta que a redução «vai colocar os professores no limiar da pobreza, visto que na Suíça 4.000 francos são considerados o mínimo para permitir uma vida digna», recordando que um professor de Português no estrangeiro «paga mensalmente em taxas extraordinárias cerca de 1.200 euros».

«Muito lamentavelmente, tanto o Instituto Camões como a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas têm sempre ignorado deliberadamente esta realidade, apesar de o nosso Sindicato, desde 2010, chamar constantemente à atenção para a situação precária dos docentes na Suíça», destaca o SCPL.


A sindicalista Teresa Soares disse à Lusa que vai tentar reunir-se na próxima semana com o Embaixador de Portugal na Suíça, para apresentar o protesto pela situação atual e a «indiferença sempre notada em relação à questão salarial e a outros problemas».

Teresa Soares acrescentou que o SCPL já enviou uma nota ao secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, na qual propõe a atribuição de um subsídio de emergência para fazer face à situação criada com a o fim da taxa de câmbio fixa entre o euro e o franco suíço.