Portugal ocupa a posição 34 entre os 91 países que integram a lista dos melhores países no mundo para envelhecer, grupo liderado pela Suécia, Noruega e Alemanha, segundo um estudo divulgado esta terça-feira.

O relatório «Índice Global de Envelhecimento 2013» elaborado pela organização HelpAge International com o financiamento do Fundo Mundial de População das Nações Unidas (UNFPA, sigla em inglês) é o primeiro índice que mede a qualidade de vida e de bem-estar das pessoas idosas em todo o mundo.

A apresentação do estudo coincide com o Dia Internacional das Pessoas Idosas, que se assinala esta terça-feira.

Entre os aspetos analisados no estudo estão a saúde, o emprego e educação, a segurança de rendimentos (pensões, níveis de pobreza) e a adaptação do meio ambiente (acesso a transportes públicos, liberdade cívica, segurança física).

Na análise pormenorizada destes critérios, Portugal surge na 17.ª posição no campo da segurança de rendimentos, na 29.ª posição na área da saúde e na 76.ª posição ao nível do emprego e da educação. No que diz respeito ao critério de adaptação do meio ambiente, Portugal aparece na 37.ª posição.

Em termos globais, Portugal fica atrás de países como o Brasil (31.ª posição) e de vários parceiros comunitários, como é o caso de Itália (27), Bélgica (24), Espanha (22), França (18), Reino Unido (13) e da Alemanha, que ocupa a terceira posição do ranking.

Entre os 10 melhores países para envelhecer constam a Suécia, Noruega, Holanda, Canadá, Suíça, Nova Zelândia, Estados Unidos, Islândia e Japão.

Nos lugares finais da lista estão o Paquistão, Tanzânia e Afeganistão.

«A exclusão e a discriminação etária continua a estar presente em todos os países e é um dos maiores obstáculos para satisfazer as necessidades das pessoas idosas», destacou a presidente da HelpAge International, Isabel Martínez.

Para tal, segundo a responsável, «é preciso que o envelhecimento seja tido em conta nas agendas nacionais» e este índice ¿oferece uma melhor compreensão sobre a qualidade de vida das mulheres e dos homens que envelhecem».

Isabel Martínez exortou ainda todos os países do mundo a «tomarem medidas para lutar contra a pobreza na velhice e para enfrentar a discriminação etária e o abuso dos direitos das pessoas idosas» perante «o envelhecimento rápido do mundo».

Segundo o estudo, que abrange 89% dos idosos originários de 91 países, o número de pessoas com mais de 60 anos (mais de 800 milhões de pessoas em 2012) supera atualmente as crianças com menos de cinco anos a nível mundial, prevendo-se que em 2050 ultrapasse os menores de 15 anos.

Em 2030, as pessoas com mais de 60 anos irão representar 16% da população mundial, subindo para 22% em 2050, numa síntese da Lusa.