O Ministério da Educação anunciou esta quinta-feira que o ensino de Mandarim nas escolas de S. João da Madeira será alargado ao 5.º ano de escolaridade, «ado o sucesso do projeto» com os seus primeiros 533 alunos.

Em comunicado, a Secretaria de Estado do Ensino Básico e Secundário informa que João Grancho aprovou a continuidade do ensino da língua-padrão do povo chinês nos 3.º e 4.º anos do 1.º Ciclo do Ensino Básico, no ano letivo 2014/2015. Depois, o documento anuncia que, «dado o sucesso do projeto, o Mandarim será ainda alargado ao 5.º ano de escolaridade, como Oferta Complementar».

Em 2012/213, no primeiro ano letivo de funcionamento do programa, foram 533 as crianças que adquiriram conhecimentos iniciais sobre o principal idioma chinês, em 28 turmas às quais ficaram afetos professores nativos desse país.

Tratando-se de um concelho eminentemente industrial, a autarquia tinha então como objetivo preparar as novas gerações de empresários para os futuros contactos com aquele que descrevia como «o maior mercado da Humanidade».

Dois anos após o arranque do projeto, o comunicado da Secretaria de Estado revela que um inquérito realizado às 28 turmas em causa demonstra que «o alargamento ao 5.º ano de escolaridade é um desejo manifestado por cerca de 70% dos alunos».

No mesmo sentido, o relatório da Direção-Geral da Educação e da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares conclui que o projeto «representa uma mais-valia para os alunos do 1.º Ciclo», pelo que recomenda a sua continuidade e o próprio alargamento ao 5.º ano.

A Secretaria de Estado do Ensino Básico e Secundário declara ainda que, no passado mês de maio, por altura da deslocação do Presidente da República à China, o ministro da Educação e Ciência terá estudado «a possibilidade de o ensino de Mandarim ser introduzido em algumas escolas como disciplina de opção no 3.º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário, contando para isso com a colaboração do Instituto Confúcio».

A presença dos governantes portugueses na China terá permitido a assinatura de um protocolo de parceria com os seus homónimos desse país, com vista à cooperação em domínios como o ensino de línguas, intercâmbios interescolares, formação profissional, ensino superior e bolsas para estudo das línguas.

«Posteriormente, em reunião tida em Lisboa com a presidente do Instituto Confúcio, foi avançada a intenção desse instituto de destacar graciosamente professores chineses para colaborarem no ensino do Mandarim nas escolas portuguesas», conclui o comunicado.

Apesar de vários contactos por parte da Lusa, a presidência da Câmara de S. João da Madeira esteve indisponível para comentar o assunto.