A Câmara de Penalva do Castelo vai atribuir um subsídio de 500 euros a cada novo filhos que os pais residentes no concelho venham a ter. Embora o autarca local reconheça que não é por causa dessa quantia que vão nascer mais bebés, entende que é um primeiro passo para incentivar a natalidade.

E é uma das medidas que Francisco Carvalho quer aplicar medidas para tentar inverter a desertificação de um concelho que tem cada vez menos habitantes e onde nascem cerca de 80 crianças por ano.

«O concelho de Penalva do Castelo perdeu cerca de 15 por cento da sua população nos últimos 10 anos. Nos últimos Censos, tínhamos cerca de oito mil habitantes, mas agora já são menos devido à emigração e é necessário tentar inverter este cenário», justificou, citado pela Lusa.

Apesar de ter «a perfeita noção de que ninguém vai fazer crianças por causa dos 500 euros que a Câmara vai atribuir», o autarca de Penalva do Castelo considera que é necessário pôr em prática um conjunto de medidas que incentivem a fixação de residentes. «Com este subsídio de apoio à natalidade, pago em duas prestações de 250 euros, uma inicial e outra até a criança completar um ano de vida, pretendemos fazer com que nasçam pelo menos mais quatro ou cinco crianças este ano e chegar às 100 até final do mandato».

A par desta medida, Francisco Carvalho defende que é necessário atrair mais investimento e emprego, de forma a dinamizar a economia do concelho. «Temos a zona industrial praticamente concluída e, quando isto acontecer, vamos atribuir prémios de excelência e oferecer, praticamente, os terrenos às empresas que se venham aqui instalar. Queremos atribuir prémios a empresas amigas do ambiente e que ofereçam maior número de emprego à população».

Num concelho maioritariamente agrícola, a Câmara de Penalva do Castelo pretende também «ajudar os agricultores», tendo sido incluído no plano de atividades do próximo ano «a criação de um edifício de apoio à agricultura». «Vai contemplar um entreposto agrícola, para que possamos atribuir todo o rendimento aos agricultores sem qualquer despesa. Ou seja, elaboramos um protocolo com instituições particulares de solidariedade social locais, onde colocaremos os produtos agrícolas, e todo o dinheiro que recebermos vai direitinho para o agricultor, sendo as despesas de contexto suportadas pelo município».

O autarca avançou ainda que está a pensar construir uma queijaria municipal e colocar uma câmara frigorífica para armazenar a maçã Bravo de Esmolfe.