Uma aluna de Coimbra , Filipa Maia, foi escolhida para ser a líder da "Students Agency" da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), apurou a TVI.

Com 17 anos, a estudante do agrupamento de escolas D. Duarte acredita que é importante ouvir mais os alunos sobre as decisões que afetam a vida escolar.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico tem vindo a juntar à mesa alunos e decisores nas reuniões do projeto Educação 2030, de onde sairão recomendações para todo mundo.

Portugal tem praticado uma auscultação ativa dos estudantes através de projetos como  "A voz dos alunos" e o "ComParte".

Recentemente, o Governo português levou a Paris, à sétima reunião informal do projeto Educação 2030, uma delegação de oito estudantes para falarem sobre o que funciona nas escolas e o que, no entender dos estudantes, pode e deve ser alterado.

O projeto visa apoiar os países na procura de respostas para duas grandes questões:

-  Que conhecimentos, competências, atitudes e valores são essenciais para os alunos de hoje enfrentarem os desafios futuros e serem bem sucedidos em 2030?

- Como podem os sistemas educativos desenvolver de forma eficaz estes conhecimentos, competências, atitudes e valores?

O projeto está a desenvolver um quadro de referência internacional e o contributo dos alunos portugueses tem sido reconhecido pelas várias dezenas de países que nele participam.

Por cá , o novo decreto-lei que estabelece o currículo do ensino básico e secundário já convida as escolas a desenvolverem instrumentos e instâncias de auscultação regular dos alunos sobre as opções curriculares e a avaliação da sua eficácia.