O filho e o proprietário da empresa Fabrióleo negaram, esta terça-feira, através da sua advogada, terem agredido um dirigente ambientalista em Torres Novas por denunciar crimes ambientais.

O dirigente do movimento SOS Tejo Arlindo Marques apresentou uma queixa na PSP, alegando que a sua viatura foi abalroada na segunda-feira, em Torres Novas, pelo filho do dono de uma fábrica da localidade, confirmou hoje fonte da polícia.

O ambientalista contou à agência Lusa que o acidente ocorreu quando filmava um caso de poluição numa ribeira.

Num comunicado enviado à agência Lusa, a advogada Ana Rita Duarte Campos diz não ser verdade que Arlindo Marques tenha sido agredido por algum dos seus constituintes.

Não é igualmente verdade que o seu carro tenha sido abalroado intencionalmente”, adianta o comunicado.

A advogada confirma a existência de um acidente que envolveu Pedro Gameiro da Silva (gerente da empresa) e Arlindo Marques na estrada que liga Meia Via a Torres Novas, adiantando que o seu constituinte Pedro Gameiro da Silva se deslocou ao local após chamada do pai, António Gameiro da Silva (administrador e proprietário da empresa) que estava ao pé do ambientalista, quando este filmava.

Na verdade, no dia de ontem [segunda-feira], na estrada que liga a localidade Meia Via a Torres Novas, ocorreu efetivamente um acidente de viação no qual intervieram Pedro Gameiro da Silva e Arlindo Marques. Importa, todavia, salientar que se tratou de um acidente, ocorrido num momento em que aquele meu constituinte se deslocou ao local após ter sido chamado, por telefone, por António Gameiro da Silva, que fora agredido, enquanto recebia ameaças, por Arlindo Marques", escreve a advogada.

Arlindo Marques, 50 anos, disse à Lusa ter sido "agredido no peito pelo dono da empresa e alvo de tentativa de linchamento pelo seu filho", como "represália" pela sua atividade de denúncia de problemas ambientais no rio Tejo e seus afluentes.

O dirigente do movimento SOS Tejo Arlindo Marques disse à Lusa que instruiu o seu advogado para apresentar queixa nas autoridades competentes.

Por sua vez, a advogada de António e Pedro Gameiro da Silva, por sua vez, refere que "os factos", que descreveu "estão devidamente referidos e demonstrados na participação criminal que dará entrada nos serviços competentes do Ministério Público".