Se dorme pouco durante a semana e no fim de semana tenta compensar as horas em falta, saiba que está a cuidar da sua saúde. De acordo com o The Journal of Sleep Research, as pessoas que dormem menos de cinco horas durante a semana, mas depois conseguem dormir mais nos fins de semana, não têm um risco de mortalidade elevado.

O estudo, publicado por investigadores suecos e norte-americanos, mostrou ainda que as pessoas com menos de 65 anos que dormem menos de cinco horas no fim de semana estão mais suscetiveís a morrer mais cedo. 

Assim sendo, há um risco de mortalidade mais elevado se a pessoa está constantemente a dormir pouco (menos de cinco horas) ou demasiado (mais de nove horas), comparada com pessoas que dormem regularmente seis a sete horas por semana. 

Os investigadores chegaram a estas conclusões depois de terem em conta fatores que podem afetar a mortalidade como o género, educação, índice de massa corporal, doenças graves, uso de hipnóticos (como comprimidos para dormir), se fuma, se consome álcool, pela prática de atividade física, pelo consumo de café e situação de trabalho. 

Torbjörn Åkerstedt, professor de neurociência do Instituto Karolinska, na Suécia, e um dos autores do artigo, afirmou que as descobertas são consistentes com pesquisas anteriores sobre a ligação da duração do sono com a mortalidade.

Os resultados implicam que dormir pouco durante os dias úteis se combinado com médio ou longo sono durante o fim de semana não é um risco de mortalidade", disseram os autores do relatório. 

Outro fator que também foi revelado foi que as pessoas com mais de 65 anos não são tão prováveis a morrer desta combinação, uma vez que são estas as pessoas que garantem dormir o que precisam. 

Eles dormem o mesmo nos dias úteis e nos fins de semana. A diferença é grande nos grupos de pessoas mais novas.", disse ele. "Nós também notámos que os participantes mais velhos descansaram bem quando acordam, enquanto que as mais novas definitivamente não descansaram bem".

Assim, percebe-se que à medida que vamos envelhecendo a nossa necessidade de dormir vai diminuindo. 

Os investigadores ainda disseram que registaram algumas limitações, uma vez que os trinta mil participantes só foram questionados uma vez sobre os seus hábitos de sono o que fez com que o estudo não conseguisse detetar mudanças dos hábitos. 

Podíamos ter resultados mais fortes se tivéssemos recolhido dados a cada cinco anos, por exemplo. As pessoas mudam regularmente o tempo que dormem. Os nossos resultados podem subestimar os riscos.", acrescentou Åkerstedt.