O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social anunciou este sábado que o Governo vai contratualizar três mil novas vagas em equipamentos sociais, em todo o país, representando um investimento de 20 milhões de euros.

«Temos vindo a discutir estas matérias com as instituições de solidariedade social e estamos agora em condições de anunciar estes novos acordos», afirmou Pedro Mota Soares.

Em declarações à Lusa, o governante explicou que os acordos, a celebrar até ao final deste ano e em 2014, vão abranger 132 instituições de todo o país.

Nesta medida, para este ano, está previsto um investimento de seis milhões de euros e de 14 milhões em 2014.

Estes acordos apontam para a abertura de 1.400 vagas destinadas ao apoio à deficiência, uma área em que há ainda uma grande carência, segundo o ministro.

Outra área que será beneficiada com os novos contratos de cooperação entre o Estado e as instituições de solidariedade social será a dos cuidados continuados. Pedro Mota Soares revelou que serão abertas, este ano, 800 novas vagas naquela valência social.

O governante falava hoje em Abragão, Penafiel, onde inaugurou um centro de dia com capacidade para 40 utentes.

Para o ministro, o anúncio de reforço de verbas da Segurança Social traduz a atenção como o Governo está a olhar para as parcerias com os agentes locais, reforçando a rede de apoios sociais espalhada pelo país.

«O Estado teve a humildade de olhar para as instituições sociais e pedir ajuda para apoiar as pessoas mais carenciadas da nossa sociedade», afirmou.

Ao mesmo tempo, frisou, os apoios ajudam a garantir a sustentabilidade das instituições sociais.

Pedro Mota Soares frisou que, nos últimos anos, foram investidos 1,2 milhões de euros nas questões sociais, o que representou um crescimento superior a 2%, «para responder às dificuldades por que passam muitas pessoas».

De acordo com o ministro, tem sido possível afetar a totalidade das verbas com origem nos fundos comunitários, destinados às áreas sociais. Este esforço, disse, permitiu celebrar 80 contratos com entidades locais, no valor global de 20 milhões de euros, garantindo ainda cerca de 400 postos de trabalho na economia social.

«É exatamente assim que continuamos a trabalhar, medida a medida»,acentuou.

Questionado pelos jornalistas sobre as matérias da convergência das pensões entre o público e o privado, o ministro recusou-se a comentar a matéria, alegando tratar-se de um assunto da esfera do Ministério das Finanças.