“Vivemos num país perigoso e, quando se fala de justiça, vivemos num país perigosíssimo”, afirmou João Araújo, ao participar num colóquio em Vila Real de Santo António, sustentando que “a justiça hoje é uma ilha autogovernada” e “ninguém manda na justiça em Portugal se não os justiceiros”.


“Os juízes, os procuradores, as juízas, as procuradoras, rodam à rédea solta e fazem exatamente o que lhes apetece. E quando, por falta de talento, por excesso de serviço ou por qualquer outra razão, não conseguem fazer nos prazos aquilo que deviam fazer em prazos mais curtos, surgem leis que lhes derrogam os prazos”, criticou.






“Nestes processos penais, no processo do engenheiro Sócrates, de Ricardo Salgado, de Carlos Cruz, no processo Casa Pia, todos foram condenados à partida e são apresentados como culpados”, lamentou.


“Não simpatizo com José Sócrates, nem pessoal nem politicamente, mas uma pessoa não pode estar em prisão preventiva sem conhecer os factos que lhe são imputados”, disse.