Os trabalhadores da saúde cumprem esta quinta-feira  uma greve nacional de 24 horas que dizem ser uma resposta "à ofensiva do governo contra o Serviço Nacional de Saúde" e seus profissionais, apelando à compreensão dos utentes.

A Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais considera que esta greve tem como principal objetivo a defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS), esperando por isso contar com a compreensão da população, cita a Lusa.

Auxiliares, administrativos, técnicos de diagnóstico e terapêutica e profissionais do INEM são os trabalhadores que aderem à greve, que deverá afetar vários serviços, como cirurgias programadas ou consultas, embora o pré-aviso também contemple enfermeiros e médicos que queiram aderir à paralisação.

O Sindicato contesta a municipalização dos cuidados de saúde primários, a entrega de hospitais do SNS às Misericórdias e exige ainda uma discussão pública e alargada sobre o serviço público de saúde para que "não se volte a assistir a dezenas de pessoas nos corredores dos hospitais", como no último inverno.

Entre as exigências que motivam a greve estão ainda a reposição das 35 horas de trabalho semanal para os profissionais, a criação da carreira de técnico auxiliar de saúde, a criação do suplemento de risco, penosidade e insalubridade e a valorização das carreiras de técnico de diagnóstico e terapêutica e técnico superior de saúde.