Os hospitais privados classificaram como «uma grande falácia» o parecer da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) que compara preços entre unidades públicas e privadas.

«A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) entende que tudo não passa de uma grande falácia, uma vez que não se compara o que o Estado paga aos seus hospitais e às unidades privadas por procedimento médico idêntico», refere um comunicado desta organização.

Para a associação, o documento da ERS é apenas uma «coletânea de números desgarrados e não comparáveis entre si».

«Lamento que uma Entidade com excelentes técnicos, que deve ser uma referência na isenção e competência, fira a sua credibilidade com a divulgação de um estudo sem a mínima base de sustentabilidade», afirma Artur Osório Araújo, presidente da APHP, no comunicado hoje enviado.

A associação que congrega hospitais privados considera que «atirar poeira aos olhos dos portugueses não será a melhor forma de defender o Serviço Nacional de Saúde (SNS), o direito à saúde e a viabilidade do sistema».

Uma avaliação da ERS divulgada na quinta-feira indica que o preço dos partos normais e das cesarianas nos hospitais privados chegam a custar nove vezes mais do que SNS.

Este parecer surge na sequência de um pedido do ministro da Saúde sobre o limite de preços que os hospitais públicos podem praticar na sua relação com terceiros.

Dos casos analisados pela ERS, em todos os serviços, o preço nas tabelas do SNS é inferior, em média, ao que é praticado pela amostra usada de prestadores privados.