A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta quarta-feira o fim de uma investigação à fraude que lesou o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 1,1 milhões de euros e conduziu à constituição de nove arguidos e à detenção de seis pessoas. A investigação terminou este mês de fevereiro e o inquérito corre ainda no Ministério Público de Sesimbra, de acordo com comunicado da PJ.

A Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ realizou, no âmbito desta investigação, 20 buscas, tendo sido constituídos nove arguidos e sido detidos quatro homens e duas mulheres, dos quais quatro ainda se encontram em prisão preventiva.

No decorrer da investigação, em que foram inquiridas cerca de 250 testemunhas, foram apreendidos veículos, prédios urbanos e outro material relacionado com a prática da atividade criminosa em investigação, refere o comunicado.

As operações realizadas no âmbito desta investigação ¿ que tiveram o nome de código «Receitas a Soldo I e II» ¿ identificaram uma prática delituosa para o Estado português.

Esta prática foi feita através de «comparticipações atribuídas de modo enganoso com base em receituário fraudulento, numa única farmácia» e lesou o Estado em mais de 1,1 milhões de euros.

A PJ refere que os arguidos já foram acusados pelo Ministério Público de Sesimbra, tendo-lhes sido imputados «os crimes de associação criminosa, burla qualificada, corrupção ativa e passiva, falsificação de documento e branqueamento de capitais».