A greve dos trabalhadores dos super e hipermercados teve domingo uma adesão superior a 50%, segundo números do Sindicato dos Trabalhadores e Técnicos de Serviços, Comércio, Restauração e Turismo (SITESE).

Marta Soares, dirigente do SITESE, disse à Lusa que durante a manhã a adesão foi de 56%, tendo sido visitados 207 estabelecimentos. Da parte da tarde, com 34 estabelecimentos verificados, a adesão foi de 54%, acrescentou.

Quanto aos trabalhadores destacados para o turno da noite, a adesão à greve também estava nos 50%, referiu Marta Soares.

A dirigente sindical sublinhou ainda que este ano, pela primeira vez, várias empresas de distribuição encerraram mais cedo.

Segundo Marta Duarte, após o pré-aviso de greve, alguns hipermercados, nomeadamente as cadeias Jumbo, Continente e Pingo Doce, anunciaram que iam encerrar às 14:00.

O ideal era que, no próximo ano, estivessem encerrados o dia todo, como já foi no passado”, notou.

Em 23 de março, o SITESE, afeto à UGT, explicou que tinha convocado greve “à prestação de trabalho para os trabalhadores dos setores do comércio, escritórios e serviços, nomeadamente nas empresas filiadas na APED”, onde estão as empresas donas de supermercados e de muitas lojas presentes em centros comerciais.

Nos motivos da greve, o SITESE indica o "respeito pelo feriado nacional do domingo de Páscoa", "trabalho digno", a "conciliação da vida familiar com a vida profissional" e o "fim da precariedade".

Impacto residual

Por seu lado, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) disse que a greve registou um impacto residual, estando as lojas de retalho dos seus associados “a funcionar com normalidade”.

As lojas de retalho alimentar e não alimentar que fazem parte da rede dos associados da APED estão a funcionar com normalidade, sendo que a greve que está a decorrer no setor da distribuição regista um impacto residual”, lia-se num comunicado da associação.