O homem de 78 anos que no passado sábado foi detido por atear um fogo no Parque Natural Sintra-Cascais vai aguardar julgamento em liberdade. O suspeito confessou a autoria do incêndio e foi ainda acusado de tentar subornar os militares que efetuaram a detenção.

Ao que a TVI apurou junto de fonte judicial, depois de presente ao primeiro interrogatório judicial, o tribunal decidiu aplicar, como medida de coação, apresentações periódicas uma vez por dia no posto territorial da Ericeira e o afastamento a menos de 15 metros de zonas florestais e terrenos agrícolas alheios.

Em comunicado, a GNR informou que prendeu o suspeito quando patrulhava a zona, em flagrante delito, depois de atear o incêndio. O homem de 78 anos fugia de uma zona de mato, na Atalaia, em Sintra, momentos depois de ter deflagrado mais um incêndio florestal.

Após a detenção, adianta a GNR, “o idoso confirmou a autoria do crime de incêndio, acrescentando que já era a quinta vez que tentava colocar fogo naquela zona do parque natural”, tendo sido encontradas provas do crime no seu veículo.

Ao que a TVI apurou, foi encontrado um isqueiro que terá sido usado para começar o fogo. Aquando da detenção, o suspeito estava “na posse de plenas faculdades mentais”.

Quando foi constituído de arguido, o suspeito cometeu mais um crime de corrupção ativa na forma tentada, ao tentar oferecer “230 euros em dinheiro aos elementos da GNR para o libertar”.

Até ao momento, a GNR deteve 34 suspeitos de incêndio florestal. 20 estão acusados de incêndio por negligência e 14 por incêndio doloso. Destes últimos, quatro aguardam julgamento em liberdade, um aguarda julgamento com pulseira eletrónica e um menor de 16 anos está impedido de sair da instituição onde foi colocado.