O presidente da Câmara de Sintra anunciou que vai interpor "uma ação popular" em tribunal contra os CTT, por causa do encerramento, sem aviso, da estação na Filipa de Lencastre, em Belas. Basílio Horta (PS) considera que tal decisão prejudica as populações do concelho.

Vamos estudar uma ação popular contra os CTT, uma ação judicial por inobservância de prestação de serviço público e pelo prejuízo que causa à câmara"

O autarca disse ainda à Lusa que a a câmara vai também "analisar as contas que os CTT mandam e ver com todo o cuidado receitas que sejam do posto que foi encerrado".

"Fomos surpreendidos com o fecho unilateral dos CTT no Casal da Barota. O presidente dos CTT mandou uma carta a dizer que estava aberto a uma explicação e até mesmo a tentar que não houvesse prejuízo para a câmara e hoje sem aviso fecham a estação", criticou Basílio Horta.

Com este encerramento, "há 80 mil pessoas que ficam servidos por dois balcões dos CTT, o que é ridículo". "Não se percebe que uma empresa que presta um serviço público proceda desta forma e, portanto, queremos ver o que é que o Governo faz a isto, e o que é que a autoridade reguladora faz a isto, se ficam indiferentes ou se intervêm, porque é inadmissível".

Em relação a Sintra, o autarca assegurou que o processo judicial com os CTT será levado "às últimas consequências".

Não é possível ter 80 mil pessoas servidas por dois balcões, quando a junta [de freguesia] disse que estava disponível para arranjar uma localização para os CTT, sem encargos para a empresa. Os serviços de Correio são essenciais e não podem estar sujeitos a esta arbitrariedade".

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O executivo municipal de Sintra já tinha aprovado, por unanimidade, uma moção apresentada pela CDU contra o encerramento da estação da Filipa de Lencastre, pelos prejuízos para uma população estimada de 80 mil habitantes na zona de Queluz-Massamá.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) pediu hoje ao Governo, aos deputados e à Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) medidas urgentes contra "a criminosa atuação" dos CTT.