A Direção-Geral da Reinserção e Serviços Prisionais abriu um inquérito aos incidentes ocorridos terça-feira na prisão da Carregueira, Sintra, mantendo os três reclusos envolvidos no caso em cela individual e com medida disciplinar.

De acordo com um comunicado da DGRSP, os incidentes ocorreram quando se procedia à revista de rotina - «procedimento reforçado por suspeita de posse de estupefacientes por parte de um recluso» ¿ após as visitas, o que originou uma altercação entre três reclusos e dois elementos da guarda prisional.

Os detidos foram então colocados em celas individuais, onde ainda permanecem, segundo o mesmo documento.

Na hora do jantar, 40 reclusos, de entre um universo de 726, recusaram a refeição e, no regresso às celas, «num incidente pontual e circunscrito, foram incendiados quatro colchões de uma única camarata».

O foco de incêndio foi extinto, com os guardas a repor a ordem, não tendo sido necessário deslocar à unidade hospitalar nem reclusos, nem guardas prisionais.

A «tentativa de insubordinação dos reclusos» acabou por ser controlada, mas contactado pela Lusa, o Sindicato Independente dos Guardas Prisionais afirmou que situações destas só acontecem porque há «falta de meios humanos» no estabelecimento prisional, especialmente depois de ter sido alterada a escala de serviço no último mês e meio.

Questionado pela Lusa, o presidente do sindicato, Júlio Rebelo, admitiu que situações deste tipo põem em causa a segurança de todo o estabelecimento prisional, assunto sobre o qual a DGRSP não se pronunciou na resposta enviada à Lusa.