Para além do tempo quente e do risco de incêndios, há outro alerta para o fim de semana a ter conta: a concentração de ozono no ar deverá ultrapassar os níveis definidos como passíveis de afetar a saúde na região de Lisboa e Vale do Tejo, como aconteceu nos últimos dias nos distritos de Aveiro e Viseu.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo alertou em comunicado para essa previsão, nos dias 13 e 14 de agosto. Espera-se "a ocorrência de níveis elevados de ozono na região", que podem "ultrapassar o valor de concentração de ozono de 180 µg/m3 (microgramas por metro cúbico), definido como limiar de informação ao público para este poluente".

Os níveis mais elevados de concentração de ozono estão previstos "para o período da tarde, durante o qual é recomendável que os grupos mais sensíveis da população reduzam ao mínimo a atividade física intensa ao ar livre e evitem a permanência no exterior".

 Os grupos mais sensíveis são crianças, idosos, asmáticos, alérgicos e indivíduos com outras doenças respiratórias (sobretudo asmáticos) ou cardíacas. 

Efeitos na saúde

A exposição a este poluente afeta, sobretudo, "as mucosas oculares e respiratórias, podendo o seu efeito manifestar-se através de sintomas como tosse, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar e irritações nos olhos".

Os valores de ozono já foram ultrapassados duas vezes, esta semana, nas regiões de Aveiro, Ílhavo e Viseu, sendo que em Montemor-o-Velho e Leiria os níveis foram elevados.