A greve do Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB) de Lisboa aos serviços de prevenção em recintos de espetáculos, que terminou esta quinta-feira, teve uma adesão “esmagadora”, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML).

“A adesão à greve [que decorreu de 02 de abril até hoje] foi esmagadora, rondou os 98% nestes três meses”, disse à Lusa António Pascoal, do STML.


De acordo com o sindicalista, “há grande falta de efetivos [no RSB] e fazer estes serviços de prevenção seria desguarnecer mais o socorro”. Em 2011, o RSB passou a fazer serviços de prevenção em casas de espetáculos sob gestão da Empresa de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) e em eventos apoiados pela Câmara de Lisboa.

“Alguns dos resultados que se pretendiam com a greve foram atingidos”, disse António Pascoal, explicando que assim “as viaturas saíram com guarnições completas”.

No entanto, “o problema maior continua”. “A escassez de efetivos é o principal problema, bem como a falta de viaturas e de promoções”, referiu o sindicalista.

De acordo com António Pascoal, “num quadro de 50 chefes há apenas 11”. “Esperemos que o Governo e a Câmara tomem medidas para libertar a progressão na carreira e a contratação de efetivos”, defendeu.

Segundos números do RSB, existem atualmente 770 bombeiros na cidade, estando em falta mais de 400 elementos.

Não foi ainda possível obter um comentário do município sobre a paralisação.