O presidente do Sindicato dos Professores da Madeira confirmou esta quinta-feira que é um dos três cidadãos que foram condenados a pagar uma multa de 240 euros por terem participado num protesto, numa visita do ex-primeiro ministro ao Porto Santo.

Francisco Oliveira disse, no entanto, à agência Lusa que ainda não foi notificado oficialmente, pelo que remeteu para mais tarde outras informações e esclarecimentos sobre o processo.

O caso foi divulgado esta semana pelo Diário de Notícias da Madeira e a condenação emanou do Tribunal do Porto Santo, na sequência de um “processo sumaríssimo”.

Quando o ex-primeiro ministro Pedro Passos Coelho visitou o Porto Santo, em junho deste ano, os três cidadãos receberam-no com cartazes em que se lia "Isolamento não" e “Somos Porto Santo, também somos Portugal".

O ex-governante estabeleceu contacto e esteve a conversar com os manifestantes durante algum tempo. No entanto, acabaram por ser identificados pela polícia, do que resultou a decisão do tribunal de os multar em 240 euros cada um.

O caso motivou já uma reação política por parte do Movimento Partido da Terra (MPT).

Num comunicado divulgado esta tarde, o MPT "repudia a condenação", que considera "absurda", tendo em conta que "o ocorrido foi uma manifestação passiva em que o próprio senhor Pedro Passos Coelho dialogou com os manifestantes".

O Partido da Terra realça que aqueles cidadãos apenas lembraram que "os porto-santenses sofrem de dupla insularidade e que carecem de mais atenção por parte dos governantes” do país.