A reunião desta terça-feira entre o Sindicato de Enfermeiros Portugueses (SEP) e o ministro da Saúde terminou sem conclusões, mas ficou marcada uma nova ronda de negociações para quinta-feira.

“Desde as 5 da tarde, e são 22:20, houve propostas e contrapropostas, muita discussão. Estamos numa fase inconclusiva. A reunião foi suspensa dado o adiantar da hora e continua na quinta-feira”, disse o presidente do SEP, José Carlos Martins, à saída da reunião, sem querer dar mais respostas às perguntas dos jornalistas.

A reunião foi preparada ontem també pelo primeiro-ministro, que se reuniu com Adalberto Campos Fernandes de propósito. António Costa chegou mesmo a cancelar a participação num evento da campanha socialista para as autárquicas, onde iria comparecer na qualidade de secretário geral do PS.

aconteceu no segundo dia de fortes protestos a acompanharem por todo o país a greve marcada pelo Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem (SIPE), que decorrerá até sexta-feira. Estes profissionais estão contra a recusa do Ministério da Saúde em aceitar a proposta de atualização gradual dos salários e de integração da categoria de especialista na carreira.

De notar que o SEP, com quem o ministro Adalberto Campos Fernandes se reuniu, é um sindicato afeto à CGTP que não alinhou na paralisação. Este sindicato criticou o timing em que se realiza, uma vez que estão a decorrer negociações com a tutela e alertou até para os riscos da suspensão dos títulos de especialistas que tem sido levada a cabo por estes profissionais.

A Secretaria de Estado do Emprego considerou irregular a marcação da greve, alegando que o pré-aviso não cumpriu os dez dias úteis que determina a lei. O ministro da Saúde considerou que o protesto agendado pelos enfermeiros é “ilegítimo, ilegal e imoral”. E disse que quem fizesse greve teria falta. O Sindicato dos Enfermeiros vai processar judicialmente todos os hospitais que marquem falta injustificada .