O INEM informou hoje que a greve dos técnicos de ambulância de emergência não está a afetar os serviços, garantindo que no primeiro turno o dispositivo previsto funcionou, sem qualquer recusa ou inoperacionalidade nas horas extraordinárias.

O Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência convocou uma greve às horas extraordinárias com início às 00:00 de hoje, mas “no turno que se iniciou às 08:00 todo o dispositivo que estava previsto está a funcionar”, afirmou o instituto em comunicado.


“Neste período laboral (00:00/08:00), o INEM está a operar com turnos em horário extraordinário, onde não ocorreu qualquer recusa ou inoperacionalidade”, acrescentou.

Segundo o instituto, na delegação regional do sul, todos os meios do INEM estão operacionais, incluindo os turnos em trabalho extraordinário, faltando apenas confirmar a ambulância de Almada, porque até ao momento não foi possível estabelecer contacto, por motivos desconhecidos.

Nas delegações do centro e do norte, todos os meios do INEM estão operacionais, incluindo os turnos em trabalho extraordinário, acrescentou.

Relativamente aos festejos do São João, o INEM afirma ter alarado o seu dispositivo, registando 18 ocorrências em Braga com 16 vítimas transportadas ao Hospital de Braga e 201 ocorrências no Porto com ambulâncias acionadas para 163 ocorrências.

Foram transportadas 92 vítimas, que foram distribuídas pelo Hospital Santo António (65) e Hospital de São João (27).

“Os meios de reforço do INEM no período de alargamento do seu horário de funcionamento tiveram 76 acionamentos”, referiu ainda o instituto, considerando ter tido uma “boa capacidade de resposta face ao número de ocorrências”.

Greve a trabalho extraordinário tem adesão de zero por cento


Entretanto, o presidente do Instituto Nacional de Emergência Média (INEM) afirmou no Parlamento que a adesão à greve ao trabalho extraordinário dos técnicos de ambulância de emergência está a ter uma adesão de zero por cento.

Paulo Campos, que falava na Comissão Parlamentar de Saúde, onde se encontra a pedido do PS para falar sobre as “graves disfuncionalidades na rede da emergência médica”, referiu que, desde o início da greve, às 00:00 de hoje, nenhum meio deixou de ser acionado.

“Apenas se registou uma falta na ambulância de Almada, mas por razões de doença”, disse Paulo Campos.


O presidente do INEM referiu que “uma ambulância, no universo de 650 viaturas de emergência no país”, é “a andorinha que não faz a diferença”.
 

Sindicato dos técnicos de ambulância nega que greve não tenha adesão


O vice-presidente do Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência (STAE) também já veio negar os zero por cento de adesão à greve ao trabalho extraordinário no INEM, avançados pelo presidente do instituto, afirmando que pelo menos três viaturas não trabalham.

“Não é verdade”, afirmou Pedro Louro, revelando que a greve fez com que pelo menos uma ambulância em Lisboa e uma outra em Almada, bem como uma moto de socorro, não tenham hoje funcionado.


Pedro Louro disse que o STAE vai manter esta greve e explicou que só não tem maior impacto porque outros trabalhadores, que não aderiram à greve, estão a realizar mais horas extraordinárias.

O dirigente sindical lembrou que, tal como disse Paulo Campos na audição na Comissão Parlamentar da Saúde, 30 por cento do trabalho do INEM é assegurado graças às horas extraordinárias dos trabalhadores.

Por seu lado, Liliana Santa, da Comissão de Trabalhadores, sublinhou o risco que estes profissionais correm.

“Há um cansaço extremo de todos os trabalhadores do INEM, mas que parece não afetar o secretário de estado [da saúde]”, disse.