O presidente do Sindicato dos Profissionais da Polícia, António Ramos, afirmou esta quinta-feira que a motivação das forças de segurança «bateu no fundo» e responsabilizou o Governo pelo «clima de insegurança que se vive no país», escreve a Lusa.

Em declarações aos jornalistas no final de um encontro com o líder do CDS-PP, Paulo Portas, na sede nacional dos democratas-cristãos, António Ramos responsabilizou o Governo «pelo clima de insegurança que se vive no país».

Número de efectivos da PSP «é muito reduzido»

O dirigente sindical frisou que o número de efectivos da PSP «é muito reduzido» face às «crescentes exigências», referindo que há casos de esquadras apenas com um ou dois elementos, o que «aumenta a dificuldade para um policiamento eficaz».

«Governo não resolveu nem um único problema»

«Este Governo não resolveu nem um único problema e acrescentou outros», afirmou António Ramos, frisando que «o subsídio de fardamento não é actualizado há mais de 20 anos» e que os polícias «trabalham mais horas e que nada disso é pago».

António Ramos afirmou que «não há nenhum incentivo» para os profissionais da polícia e que «a motivação bateu no fundo».

«Há medo e intimidação»

O sindicalista criticou o processo de avaliação que decorre na PSP, afirmando que «não há isenção» e que «neste momento, há medo e intimidação» nos quadros da PSP.

António Ramos reclamou do Governo o aumento do número de efectivos policiais «de 21 mil para 25 mil», argumentando que a PSP é hoje responsável pela segurança de «mais dois milhões de pessoas» do que era há uns anos.